quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Andréia Pesseghini negou e denunciou convite de policiais para participar de roubos a caixas eletrônicos


Andreia teria denunciado convite criminoso.
Imagem: Reprodução/Facebook
Andréia Bovo Pesseghini, cabo da Polícia Militar encontrada morta junto com seu marido, sargento da Rota, seu filho de 13 anos e mais duas familiares, foi convidada por policiais a participar de roubo a caixas eletrônicos. A informação foi recebida pelo deputado estadual major Olímpio.  

— Me chegou a informação e era de conhecimento comum aos policiais da zona norte de São Paulo. Aconteceu, sim, em determinado momento, o convite. PMs teriam convidado a Bovo para participar da práticas de atos criminosos em caixas eletrônicos. Além de não participar, ela deu conhecimento para evitar que isso acontecesse.
Em entrevista ao R7, Olímpio explicou que Andréia fez a denúncia ao capitão Fábio Paganoto, seu então chefe — Wagner Dimas, comandante atual do 18º Batalhão que declarou que Andréia denunciou colegas e depois desmentiu a informação não era chefe da PM na época. Sem conseguir provas, Paganoto teria sido transferido de batalhão.
— Ao não ter se chegado a provas em relação a isso [denúncia], o capitão acabou até sendo transferido para ser preservado. 
Na época em que Dimas revelou que Andréia teria denunciado colegas, o Comando da Polícia Militar negou que tenha sido feita qualquer denúncia formal em relação a isso. Diante disso, Olímpio declarou que esteve, na última segunda-feira (12), na Corregedoria para formalizar a denúncia.
— Fui na corregedoria passar essas informações, porque, se não temos registro formal em relação ao ocorrido, não significa que não aconteceu. As informações chegaram até mim e minha obrigação como deputado e cidadão era dar o conhecimento a quem tem a condição e o poder de investigação sobre conduta de policiais militares. [Isso] pode ou não ter nexo com a execução da família, mas não podemos desprezar nenhuma hipótese. 
Investigação
O deputado comentou também as investigações sobre o crime. Para ele, ainda há muitas “interrogações” sobre o caso e é importante considerar diferentes hipóteses.
— Não temos os laudos que possam dar evidências mais firmes em relação ao menino ter sido autor das mortes. A própria cena do crime estava certinha demais a ponto de causar interrogações, precisamos buscar mais câmeras. 
A Polícia Militar esclareceu, em nota, que a transferência do capitão Fábio Paganoto ocorreu em 15 de dezembro de 2011 e a "motivação não tem qualquer relação com a suposta denúncia de que um dos Policiais Militares assassinados teria sido convidado a participar de atos criminosos". A PM informou também que a Corregedoria da Polícia Militar está apurando as demais denúncias. 
R7
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