terça-feira, 29 de outubro de 2013

Brasil tem a maior reserva de água doce do planeta


Má gestão de recursos hídricos leva à morte de dezenas de milhares de
animais no sertão nordestino. Imagem: Caioca Alerta
O  Dia Mundial da Água tem um significado especial este ano. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) elegeu 2013 como o Ano Internacional da Cooperação pela Água. O objetivo é conscientizar as populações sobre o significado do precioso líquido para a vida e a sustentabilidade da Terra. Trata-se de um propósito relevante, pois estudos da ONU reiteram um diagnóstico preocupante: mais de 1 bilhão de indivíduos (o equivalente a 18% da população mundial) não contam com a quantidade mínima aceitável de água potável.

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A água ocupa 70% da superfície do planeta. Entretanto, a maior parte (97%) é salgada. Apenas 3% do total é constituído por água doce. Desses, 0,01% vai para os rios, cando disponível para uso. O restante encontra-se em geleiras, icebergs e em subsolos muito profundos. Os volumes relativos aos rios, lagos e reservas subterrâneas são mais escassos, embora sejam os utilizados para produzir alimentos e colheitas os que mantêm a biodiversidade, os ciclos de nutrientes e as atividades humanas.

DIA MUNDIAL DA ÁGUA 


O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, através da Resolução A/RES/47/193, de 21 de fevereiro de 1993, declarando todo o dia 22 de Março de cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado desde 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.


BRASIL


Nesse contexto, o Brasil tem posição privilegiada, pois detém a maior reserva de água doce, com aproximadamente 13% do total disponível no planeta. Entretanto, mais de 80% concentram-se em Estados pouco povoados da Amazônia e na bacia do Rio Tocantins, enquanto outras regiões do Nordeste sofrem com as secas e a escassez de sistemas de irrigação, segundo relatórios da Agência Nacional de Águas. Não bastassem esses desequilíbrios regionais, determinados pela natureza, há o problema da poluição por resíduos urbanos e industriais, principalmente nas grandes cidades, estabelecido pelo ser humano como subproduto da ausência de planejamento urbano mais adequado.

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Quase todos os municípios brasileiros (99,4%) contam com rede de abastecimento, mas pelo menos uma em cada cinco casas não tem água encanada, revela estudo do Instituto Brasileiro de Geogra fia e Estatística (IBGE). Tal de ciência também decorre do planejamento precário. Além disso, as cem maiores cidades brasileiras desperdiçam, anualmente, uma média de 2,5 trilhões de litros de água, perdidos em encanamentos velhos, vazamentos, ligações clandestinas e demais problemas na rede de distribuição. O volume que jogamos fora seria suficiente para abastecer durante um ano inteiro todos os 41 milhões de habitantes do Estado de São Paulo, segundo informações do Instituto Trata Brasil.

INSTITUTO TRATA BRASIL


O Instituto Trata Brasil é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que tem como objetivo coordenar uma ampla mobilização nacional para que o País possa atingir a universalização do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.


REDES DE ESGOTO

Os esgotos que não são tratados acabam sendo jogados in natura todos os dias em nossos rios, lagos, bacias e mar, tornando-se um poderoso veículo transmissor de doenças que atingem a todos, principalmente as crianças. 


SITUAÇÃO DO SANEAMENTO NO BRASIL

* Atendimento em água potável: quando consideradas as áreas urbanas e rurais do País, a distribuição de água atinge 81,1% da população.
* O atendimento em coleta de esgoto: chega a 46,2% da população brasileira.
* Do esgoto gerado, apenas 37,9% recebem algum tipo de tratamento. 

A região com maior índice de esgoto tratado é a Centro-Oeste, com 43,1%.

• Crescimento das ligações: entre 2009 e 2010, houve um crescimento de 2,2 milhões de ramais de água e de 2,4 milhões de ramais de esgoto no País.
• Consumo de água por habitante no Brasil: apresentou crescimento de 7,1% em 2010 com relação a 2009: o consumo diário por habitante alcançou os 159 litros. A região com menor consumo é a Nordeste, com 117 litros por habitante por dia; já a região com maior consumo é a Sudeste, com 186 litros por habitante por dia.
• Perda de água: a média de perda de água (faturamento) diminuiu 1,2 ponto percentual em 2010 em relação a 2009, atingindo 35,9%.
• Investimentos: em 2010, os investimentos do governo em água e esgotos atingiram R$ 8,9 bilhões.

UOL Geografia
Editado e revisado por Política na Rede
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