quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Mulher com anorexia é internada em Bauru pesando 24 quilos


Imagem: Alan Schneider / G1
A moradora de Bauru (SP), de 34 anos, que sofre de anorexia nervosa, está internada na Santa Casa de Piratininga nesta quinta-feira (10), onde recebe alimento pela boca e também por sonda. A internação foi solicitada pela médica psiquiatra Vanessa Gimenes, que atende no hospital e ficou sensibilizada com o caso depois que uma paciente dela, prima da jovem anoréxica, mostrou fotos revelando o estado de saúde da mulher, que pesa 24 quilos distribuídos em 1,56 metro.

“É um caso grave porque existe um índice de massa córporea que a gente avalia na paciente e o normal, uma pessoa magra, é de 18 a 25 e o dela deu 11. Então além do aspecto físico, que chega a assustar, tem outras questões envolvidas, que podem levar até um falecimento, a morte da pessoa”, explica a médica. 
 
Imagem: Reprodução TV Tem
A mulher já havia passado por uma consulta na quarta-feira (9) no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), onde foi identificada a necessidade de internação, mas, antes mesmo que a vaga em um hospital fosse disponibilizada, a médica assumiu o caso e a encaminhou para o setor de urgência da Santa Casa.

Segundo a família, esta é a segunda crise da doença, que começou na adolescência, e se agravou muito nos últimos três anos depois que ela perdeu o emprego e se separou do marido. “Ela estava se alimentando praticamente de água. Não sei de onde ela tira força. Ela tinha um corpo bonito que chamava a atenção por onde passava. Hoje ela está vegetando e é uma morta viva. Em abril quase morreu. A anorexia é uma doença enganosa", conta Teresa Alves, mãe da jovem.

Teresa conta que a filha está sedada, já que esta foi a única forma de ministrar o tratamento com sonda. “Era isso que a gente mais queria o hospital, o atendimento e sonda, pode até parecer besteira essa coisa de sonda, mas, no caso dela era a única forma dela voltar a viver, no estado que ela estava é única solução”, completa.
Imagem: Reprodução TV Tem
A psicóloga Christiane Lambertini também se sensibilizou e quis fazer parte da equipe multidisciplinar que vai cuidar da ex-gerente. A psicóloga vai acompanhar a paciente desde já, uma vez que as pessoas neste grau da doença apresentam disfunção nos pensamentos.

“Esse acompanhamento é necessário até para trabalhar a aceitação desse tratamento, as resistência, porque é um quadro que a tendência é ter essa resistência. Então a gente a partir dessa internação vai fazer todo o trabalho com o paciente para sensibilizá-lo a ter uma motivação para esse tratamento e depois, damos continuidade no processo laboratorial”, explica.

Apesar de acreditar e confiar nas intenções das profissionais que abraçaram a causa, o medo de Teresa é de que daqui alguns dias a filha seja liberada do hospital sem se recuperar totalmente. “Eu ainda tenho dúvidas, não pela doutora, mas por ser um hospital público e eles não ficam com o paciente por muito tempo”, ressalta.

Segundo a médica psiquiatra, a paciente deve ficar internada até ganhar peso e apresentar melhoras no humor. “Eu não posso garantir que ela vai ficar no hospital o tempo necessário, isso não depende de mim, mas, eu posso garantir que eu vou cuidar dela até o final”, explica Vanessa. 
 
G1
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