segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ronaldo admite gastar R$ 1,5 milhão com segurança pessoal


Imagem: Getty Images
Membro do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 214, o ex-jogador Ronaldo comentou sobre as recentes manifestações por melhores condições de educação no País. Ele admitiu que o Brasil precisa mesmo lutar por mais educação, mais saúde e mais segurança e citou a si mesmo como exemplo.
"Eu gasto mais de R$ 1,5 milhão por ano em segurança particular e acho que temos setores que precisam melhorar muito", afirmou, lembrando ainda que, nas duas vezes em que operou o joelho na França, foi em hospital público. "Muita gente me criticou por operar em Paris, mas foi em hospital público. Eu bem queria poder ter vindo operar em um hospital público no Brasil", criticou.

Ronaldo voltou a dizer que tiraram de contexto quando ele disse que Copa do Mundo não se fazia apenas com hospitais. "Eu nunca falei exatamente a frase de que a Copa não se faz apenas com hospitais. Quando me propus a trabalhar pela Copa, pensei em várias coisas boas para o Brasil. Lógico que se pudesse estar envolvido em todas as causas, lutaria por melhor educação, melhor saúde, melhor segurança", disse.

Ele citou como exemplo a visita feita recentemente a Cuiabá, onde a Fifa enfrentou protestos. "A cidade é um canteiro de obras e isso quer dizer que a cidade vai estar totalmente transformada e com qualidade de vida melhor após a Copa. É isso o que temos que apoiar", disse.

Cuiabá também foi citada como exemplo pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que disse que as obras de aeroporto e mobilidade viária até a Arena Pantanal estão em bom ritmo. Sobre os protestos, o secretário-geral Jérôme Valcke disse que as pessoas são livres para reclamarem. "Eles não perturbaram nenhuma de nossas atividades", disse, sem querer comentar sobre a volta dos protestos no Rio e em São Paulo.

Bom Senso FC

Ronaldo ainda falou sobre o movimento de jogadores, liderados pelo meio-campista Alex e pelo zagueiro Paulo André, para enxugar o calendário do futebol brasileiro já a partir de 2014. "Ainda tenho que ler mais sobre o assunto, mas só o nome do movimento já me agrada. Os jogadores precisam mesmo de descanso e de um calendário razoável", disse, afirmando não saber o que foi apresentado pelos atletas esta semana na CBF. "Se todos participarem do processo, jogadores, federações e TV, todos vão sair contentes", disse.

Por fim, o ex-jogador negou que vá seguir o exemplo de Romário e Bebeto e se meter em política. "Fico vendo de longe e acho tudo muito confuso", afirmou, mas sem negar que pode mudar de opinião no futuro. Sobre a vontade de ser presidente da CBF, negou a intenção. "Até porque se eu falo o contrário, começam os ataques", acrescentou, rindo.

Marcus Vinicius Pinto
Terra
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