terça-feira, 26 de novembro de 2013

Durante audiência, neonazista diz que foto em que aparece enforcando morador de rua foi brincadeira


Imagem: Reprodução/Globo Minas
Começou na tarde desta segunda-feira (25), em Belo Horizonte, a audiência de instrução e julgamento dostrês neonazistas acusados pelos crimes de racismo e formação de quadrilha. Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, Marcus Vinicius Cunha, de 26, e João Matheus, de 20, foram presos em abril deste ano após a divulgação de uma foto polêmica nas redes sociais.

O advogado de Antônio Donato, William Ferreira de Souza, afirmou que seu cliente é inocente. Em abril deste ano, a Polícia Civil prendeu o rapaz no interior de São Paulo. Ele saiu de Belo Horizonte após a repercussão de uma postagem feita em seu perfil no Facebook, que causou revolta nas redes sociais e chamou a atenção das autoridades. O réu divulgou uma foto na qual aparece enforcando um morador de rua negro na Savassi. Na legenda da imagem, ele justificava dizendo que o homem agredido era usuário de drogas.

Segundo a defesa de Donato, as fotos não passaram de uma brincadeira. O advogado alegou durante o julgamento que, se a situação fosse considerada crime, a Polícia Militar (PM) teria guardado as provas captadas pelas câmeras do Olho Vivo, o que não aconteceu.

Como o processo corre em segredo de Justiça, audiência foi realizada a portas fechadas. Estiveram também presentes os outros réus do processo.

Após cumprir prisão temporária de dez dias, João Matheus Vetter foi solto pela Justiça. Já Marcus Vinícius passou cinco meses na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, teve um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região no mês passado. Donato foi liberado uma semana depois, quando a juíza Raquel Vasconcelos Alves Lima expediu o alvará de soltura para o jovem.

BHaz
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