quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Estádios atrasados fazem Fifa frear a venda dos ingressos


Imagem: Paulo Whitaker/Reuters
A demora na entrega dos estádios da Copa do Mundo de 2014 não é prejudicial apenas à credibilidade do país no exterior – até o torcedor comum sai perdendo com o descumprimento dos prazos. De acordo com o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, a carga de ingressos que já foi disponibilizada ao público nas duas primeiras fases de venda poderia ter sido ainda maior caso os palcos do Mundial já estivessem todos prontos. Como ainda há seis estádios incompletos, sem todos os setores concluídos e todas as suas cadeiras instaladas, a Fifa prefere segurar parte da carga total para evitar problemas. A pouco mais de seis meses da abertura, a entidade não tem um número preciso do total de lugares disponíveis nas arenas – e, portanto, não sabe dizer exatamente quantos bilhetes poderão ser comercializados até junho de 2014.

“Do ponto de vista de venda dos ingressos, o que precisamos observar é a instalação de absolutamente todos os assentos”, explicou o executivo da Fifa. “Não poderemos liberar todos os bilhetes enquanto não tivermos os dados precisos sobre a numeração dos lugares. Precisamos garantir que todos os torcedores tenham uma ótima experiência nos estádios brasileiros, então não podemos correr o risco de ver gente com um ingresso nas mãos e sem um lugar para sentar.” A próxima fase de venda de entradas para a Copa deverá ser a maior de todas. Ela começa pouco depois do sorteio dos grupos, na sexta. Caso a Fifa já tivesse todos os dados sobre os assentos dos doze estádios, poderia colocar à venda ainda mais bilhetes, dando tempo para o torcedor se preparar e marcar voos e hotéis. Por causa da margem de erro necessária por causa do atraso nas obras, o montante vendido nessa fase será menor – e os ingressos que estão em suspenso só serão liberados ao público nas etapas seguintes, quando será mais difícil planejar a ida às sedes.

Esse mesmo problema já foi registrado na Copa das Confederações, quando os estádios foram entregues com uma antecedência ainda menor, entre um e dois meses da abertura. O primeiro jogo-teste do bilionário Estádio Nacional de Brasília, por exemplo, teve ingressos vendidos para cadeiras que simplesmente não existiam. Foi preciso manter uma margem de segurança no torneio: a Fifa acabou vendendo menos ingressos do que a capacidade total definitiva das arenas. Caso fossem descobertos lugares inexistentes, seria possível remanejar o torcedor para essas cadeiras vagas. O diretor de marketing da Fifa espera que não seja preciso repetir essa prática na Copa, quando a concorrência pelos ingressos será incomparavelmente maior. “Todos os ingressos serão colocados à venda. Não é possível fazer isso por enquanto, mas todos os bilhetes serão vendidos até a Copa começar.” 
 
Giancarlo Lepiani 
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