sábado, 21 de dezembro de 2013

MEC elimina 1.522 candidatos do Enem por tentativa de fraude


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Um grupo de 1.522 candidatos foi eliminado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013 por tentativa de fraude. A informação foi divulgada pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, nesta sexta-feira (20), durante a participação em evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.

Segundo o ministro, as 1.522 pessoas foram excluídas do Enem porque tentaram colar nas provas, desrespeitaram o edital ou são suspeitas de usar ponto eletrônico. Entre os eliminados, 396 são de Minas Gerais, sendo quatro da cidade de Barbacena.

Em Barbacena, a Polícia Civil de Minas Gerais investiga uma quadrilha presa que teria fraudado o Enem, além de ter vendido vagas em cursos de medicina em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Não se sabe, no entanto, se os suspeitos estão entre o grupo de 1.522 pessoas eliminado pelo Ministério da Educação.

"Até o momento a polícia [de Minas Gerais] não encaminhou ao MEC nenhum nome de eventuais envolvidos. Se há indícios queremos apurar com todo o rigor, mas não recebemos nenhum nome para confirmar se foi participante, em qual escola, até para fazer os cruzamentos em relação ao resultado da prova", diz Mercadante. O ministro afirma, ainda, que confia no trabalho da Polícia Federal, que deve concluir o processo.

De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, o suspeito de ser o chefe da organização criminosa teria pagado R$ 10 mil a um fiscal da prova em Barbacena, que vazou os cadernos de cor amarela para um integrante da quadrilha nos dias do exame. As questões teriam sido respondidas e passadas por ponto eletrônico e mensagem de celular a candidatos participantes da fraude. Segundo a polícia, o fiscal ainda não foi identificado.

Novos cursos de medicina

Mercadante disse também que o número de municípios pré-selecionados para receber novos cursos de medicina subiu de 42 para 49, incluindo Guarulhos, onde há um campus da Unifesp que trabalha no projeto de expansão.

"Guarulhos terá uma faculdade de medicina. Se a Unifesp desejar expandir, melhor. Caso não haja interesse da universidade, faremos de qualquer forma", diz. Os novos cursos de medicina nas 49 cidades em 15 estados nas cinco regiões do país podem gerar, potencialmente, 3.500 vagas, segundo o ministro.

Depois da pré-seleção, os municípios vão receber a visita de uma comissão de especialistas da área da saúde para certificar condições de infraestrutura. Em um terceiro passo as cidades terão de apresentar um projeto pedagógico para a instalação da universidade.

Expansão Unifesp

O ministro esteve em São Paulo para participar da constituição da "Frente de prefeitos para o desenvolvimento da Unifesp", realizada nesta sexta-feira na sede da reitoria da instituição. Os prefeitos das cidades onde a Unifesp está instalada (São Paulo, Diadema, Guarulhos, Osasco, Santos e São José dos Campos) ou tem planos de chegar, como em Embu das Artes, assinaram um termo de comprometimento com a expansão.

"A parceria com os prefeitos é fundamental para a expansão. A universidade traz crescimento e conhecimento que se reflete na cidade. Queremos desenvolver a Unifesp de maneira mais homogênea. É necessário ter um projeto comum de universidade", afirma Soraya Smaili, reitora da Unifesp.

A Unifesp possui mais de 22 mil alunos entre graduação e pós, e 1,3 mil professores. 

Vanessa Fajardo 
G1
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