quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Quadrilha cobrava até R$ 140 mil por vaga em curso de medicina


Imagem: Divulgação/Polícia Civil
quadrilha que fraudava vestibulares para vender vagas em cursos de medicina atuava em 11 faculdades particulares de Minas e do Rio de Janeiro, incluindo a PUC Betim, na Grande BH.
Cada vaga custava entre R$ 30 mil e R$ 140 mil, de acordo com a Polícia Civil, que prendeu 21 pessoas nesta terça-feira (3). Com os suspeitos foram encontrados celulares, documentos, pontos eletrônicos, munições de uso restrito e um veículo.
Segundo a polícia, as faculdades envolvidas seriam vítimas da quadrilha, mas não foi descartada a participação de funcionários na oferta das vagas. Houve compra de vagas nas seguintes instituições: PUC Betim, Unipac (Juiz de Fora), Faminas (BH),  Unec (Caratinga), UI (Itaúna), Univaço (Ipatinga) e Funjob (Barbacena). No Estado do Rio, houve fraude em vestibulares da Unig (Itaperuna), Unig (Nova Iguaçu - RJ), Unifeso ( Teresópolis - RJ) e FMP (Petrópolis -RJ).


Para o delegado Jeferson Botelho, que coordenou a "Operação Hemostase", o esquema colocava profissionais despreparados no mercado de trabalho.

— Vamos aprofundar os levantamentos a fim de solidificar ainda mais a nossa convicção de que desvendamos um esquema criminoso altamente rentável e que permitia a entrada de profissionais despreparados no mercado da Medicina.

Para fraudar os vestibulares, a quadrilha usava pontos eletrônicos, celulares, falsificação de históricos escolares, uso de candidatos falsos ou até venda da vaga diretamente nas faculdades.

Presos

Os chefes do grupo são o funcionário público aposentado Quintino Ribeiro Neto, de 63 anos, e Maria Aparecida Calazani, de 37. Foram detidos ainda o estudante de Medicina e fisioterapeuta Azenclever Eduardo Rogério, de 39 anos, a médica Micheline Vieira Ribeiro; a estudante Mirela de Souza Faria, de 33 anos, e Samyra Sarah Marques, de 26, estudantes que conseguiram entrar no curso de medicina com o golpe.

Outros detidos são José Cláudio de Oliveira, de 41 anos, que fazia contato com os candidatos, Rômulo de Abreu Neto, de 56, fazendeiro e um dos contatos para a venda direta das vagas; Talytta Cristine da Silva, de 26 anos, e Spencer Almeida de Oliveira, de 22, intermediadores das vagas; e Eduardo Carlos Pereira, Michela Vieira Ribeiro Pereira, Shirlene Teixeira Reis Vieira e Lorena Rocha Marques, de 22 anos.

No Rio de Janeiro foram presos o estudante de Medicina Marcelo Alves Vasconcelos, de 25 anos, Sergiane Rodrigues Calazani, de 32, Antônio Camillo de Souza Neto, de 39, Gláucia Adriana de Carvalho Peixoto, de 44, a dentista Evanelle Franciane de Souza, Nathalie Franco Savino, de 30, e Jorge Rodrigues de Oliveira, policial reformado do Rio, de 60 anos.

Enzo Menezes
R7

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