quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Advogado de suspeitos diz que jovens são pagos para tumultuar protestos


Imagem: Daniel Marenco / Folhapress
Jonas Tadeu, advogado de Caio Silva de Souza, disse que jovens como o seu cliente recebem dinheiro para tumultuar as manifestações. Segundo o advogado, em entrevista para a Globonews, os jovens pobres chegam a receber R$ 150 por manifestação. De acordo com o advogado, ônibus iam buscar jovens moradores de áreas pobres para participar dos protestos.

Segundo ele, Souza e o tatuador Fábio Raposo, que também está preso por participação na morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Band, os jovens "tiveram a liberdade tomada por quem fomenta o terrorismo social". Souza foi preso na madrugada de hoje na Bahia e já foi encaminhado para uma penitenciária no Rio. Segundo a polícia, ele pretendia fugir para o Ceará onde ficaria na casa do avô.

Durante a entrevista, ele sugeriu que a entrevistadora investigasse partidos políticos, deputados e vereadores que teriam participação no aliciamento dos jovens para participar dos protestos. Ainda segundo a defesa de Souza e Raposo, os rojões, máscaras e o dinheiro são entregues por quem alicia esses jovens.

Tadeu afirmou que desconhece o nome de quem é responsável por aliciar os jovens e que seus clientes sabem apenas os apelidos deles.

Em entrevista para a Rede Globo na manhã de hoje, o advogado disse ainda que Souza é um "jovem que é miserável financeiramente, de baixo discernimento, de ideais de mudar o mundo", afirmou Tadeu.

Ele também negou que Souza e Raposo sejam adeptos à tática Black Bloc.

Ainda segundo o advogado, Souza e Raposo não tem condições financeiras de pagar um advogado e ele optou em ajudá-los e trabalhar sem receber por isso porque já conhecia Raposo. Ele conta que Raposo também pretendia fugir e foi ele quem ajudou a convencê-lo a se entregar à polícia.

Souza admitiu, em entrevista à Rede Globo, que acendeu o rojão que atingiu o cinegrafista no protesto realizado na quinta-feira (6) no centro do Rio. Ele afirmou, no entanto, que não tinha a intenção de atingir ninguém e que pensou que o artefato era um "cabeção de nego" [um artefato que funciona como uma bomba e que não é projetado com um rojão]. 
 
Folha de S. Paulo
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