sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Bolsa de bitcoin pede concordata e culpa hackers


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A Mt Gox, Bolsa de bitcoins que afirma ter sido vítima de um roubo de US$ 480 milhões, pediu concordata, em uma decisão que deixou no limbo centenas de milhares de investidores na moeda virtual.

Os acontecimentos em curso na Mt Gox, sediada em Tóquio, dominam as atenções do mercado de bitcoins há semanas, desde que um congelamento dos saques levou a uma completa paralisação das transações; havia também um mistério quanto ao paradeiro do presidente-executivo da companhia, Mark Karpelès. A Bolsa era, até recentemente, a plataforma dominante para negociar e armazenar a mais usada moeda virtual do planeta.

No entanto, Karpelès ressurgiu nesta sexta-feira (28) para anunciar que a Mt Gox buscaria uma reestruturação fiscalizada pela Justiça, e que a Bolsa tem dívidas de 6,5 bilhões de ienes (US$ 64 milhões) e ativos de 3,9 bilhões de ienes. Cerca de 750 mil bitcoins pertencentes a clientes da Bolsa e 100 mil bitcoins que eram propriedade da companhia desapareceram, ele informou. O roubo foi detectado na última segunda-feira (24).

Alguns dos entusiastas da moeda virtual dizem que o exemplo da Mt Gox deveria encorajar as autoridades regulatórias a apertar sua vigilância sobre esse território virtual que essencialmente não obedece a lei alguma.

"Se você deixa centenas de milhões de dólares parados em algum lugar, sempre haverá quem tente roubar o dinheiro, de modo que é preciso segurança adequada", disse Karl-Friedrich Lenz, professor na Universidade Aoyama Gakuin, em Tóquio, e autor de um estudo acadêmico sobre a regulamentação do bitcoin.

Mas outras pessoas - especialmente operadoras que tinham grandes quantias em bitcoins em custódia na Bolsa - estavam furiosas diante da perspectiva de perder todo seu dinheiro.

"Estou indignado com a conduta [da Mt Gox] em toda essa situação", disse Kolin Burges, um programador de software londrino que liderou um protesto e passou boa parte das duas últimas semanas na calçada diante da sede da companhia, no bairro de Shibuya, em Tóquio.

"Farei tudo que puder para garantir que as pessoa da companhia responsáveis por isso tenham de enfrentar a Justiça por qualquer crime que tenham cometido", disse Burges. 

Ben McLannahan
Financial Times
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

UOL Cliques / Criteo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...