quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Em crise financeira, governo do PR manda reduzir ração para cães da PM


Imagem: José Gomercindo / ANPr
O governo do Paraná mandou racionar na semana passada a ração dada para os cães da Polícia Militar por causa de restrições orçamentárias.

Um comunicado interno da PM determinou que cada cão coma até 400 g de ração por dia e seja utilizado em operações policiais somente "em casos excepcionais". A média diária de ração dos cachorros, segundo policiais ouvidos pela Apra (Associação dos Praças do Paraná), era de 500 g.

A restrição vale até que seja feita uma nova compra de ração para os cães, que foi postergada "consoante o contexto geral de austeridade fiscal do governo", diz nota emitida pela PM.

Desde o fim do ano passado, o governo de Beto Richa (PSDB) passou a fazer cortes nos orçamentos das secretarias e a restringir compras. O objetivo é juntar dinheiro para o pagamento de dívidas.

Hoje, o Estado deve R$ 1,1 bilhão a fornecedores, em débitos que se arrastam há cerca de seis meses.

Richa afirma que as pendências surgiram após o Estado gastar em obras asseguradas por empréstimos internacionais, mas que aguardam liberação pelo Tesouro Nacional desde 2012.

'ELES NÃO PASSAM FOME'

Provável candidato à reeleição neste ano, o governador tucano determinou na última segunda-feira (24) a "imediata regularização de todos os processos internos" relativos ao caso.

A medida só foi anunciada, porém, após a divulgação da nova dieta dos cães pela imprensa do Paraná,

A Secretaria de Segurança Pública informou que já providenciou uma compra emergencial de R$ 7.000 em ração para esta semana e disse que a licitação sai até o início de março.

A PM afirma que todos os cães sob sua guarda passam bem. "Não é verdade que os cães estejam passando fome", declarou Richa anteontem, no Twitter.

O governador ressaltou que prepara uma política de proteção a cães e gatos e disse que sempre prezou pela proteção animal.

Procuradas, a Apra nem a Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba informaram que não receberam denúncias de que os cães estejam doentes ou em más condições de saúde por causa do racionamento.

A Sociedade Protetora dos Animais, ao contrário, informou nesta quarta-feira (26) que os cães "são alimentados com ração de primeira qualidade, têm acompanhamento médico veterinário e atendimento emergencial à disposição". 
 
Estelita Hass Carazzai 
Folha de S. Paulo
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