quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Espanhóis protestam contra Coca-Cola em Madrid


Imagem: Reprodução
Latas de Coca-Cola gigantes e caixões de esferovite não costumam andar de mão dada, mas viram-se quadros destes na manifestação que se realizou este sábado em Madrid, em que milhares de pessoas protestaram contra o encerramento de quatro fábricas da Coca-Cola em Espanha, que levará ao despedimento de 1250 trabalhadores.


“Nem fecho, nem despedimentos”, diziam alguns cartazes, enquanto outros pediam “boicote a Coca-Cola”, ou “zero despedimentos”, com slogans que por vezes remetiam para as mensagens publicitárias do refrigerante.

Os dirigentes das centrais sindicais UGT e Comissiones Obreras, Cándido Méndez e Ignacio Fernández Toxo, respectivamente, apelaram ao Governo de Mariano Rajoy para que se envolvesse directamente no processo, de forma “urgente”, no processo de reestruturação da Coca-Cola Iberian Partners, que implica o despedimento de 1253 trabalhadores – 32,67% dos efectivos da empresa em Espanha.

O plano de reestruturação prevê o encerramento de quatro das 11 empresas de engarrafamento da Coca-Cola que existem em Espanha, as de Fuenlabrada (perto de Madrid), Palma de Maiorca, Oviedo e Alicante.

As negociações entre a entidade patronal e os sindicatos estão bloqueadas, porque os trabalhadores consideram que 750 dos despedimentos não se justificam e exigem a suspensão do plano de reestruturação da empresa para que se possam iniciar as conversações. A Coca-Cola Iberian Partners assegura que não mudará os seus planos.

As fábricas em causa têm estado em greve e o ministro da Economia, Luis de Guindos, interveio recordando à empresa que a legislação laboral espanhol prevê meios de flexibilidade "alternativos" aos despedimentos, que são "a pior solução".

Público
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