segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Lula defende mensaleiros, ataca Joaquim Barbosa e diz que quer "justiça"


Imagem: Luciano Claudino/Estadão Conteúdo
Acompanhado do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva fez, neste sábado (8) em Ribeirão Preto (SP), uma defesa veemente do PT e dos filiados que foram presos após serem condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no escândalo do mensalão.


— O nosso partido está sofrendo. Temos companheiros presos, somos solidários e queremos justiça.

Lula ainda atacou, sem citá-los nominalmente, os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, do STF, por eles terem feitos declarações públicas sobre o processo após a condenação dos réus.

Em relação a Mendes, que declarou que doações feitas para o pagamento de multas de petistas condenados e presos poderiam ser fruto de lavagem de dinheiro, Lula disse que "o grande papel do ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não falar para a televisão o que ele pensa".

— Se quer fazer política, que entre para um partido.

Lula fez essas afirmações ao participar do lançamento da "Caravana Horizonte Paulista", marco do início da pré-campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo de São Paulo. Lula também criticou o presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, indicado pelo ex-presidente ao STF.

— Quando você indica alguém, você está dando um emprego vitalício e o cidadão, quando quer fazer política, diga [...] não aceito ser ministro, vou ser deputado, entrar para um partido político e mostrar a cara".

Lula cobrou julgamento justo, pediu que os eventuais culpados pagassem, "desde que haja provas", e garantiu que "foi nosso partido que não deixou sujeira embaixo do tapete".

O ex-presidente lembrou até mesmo do ex-presidente da República e ex-prefeito de São Paulo Jânio Quadros, que tinha como símbolo uma vassoura.

— São Paulo já teve candidato que andava com vassourinha para jogar sujeira embaixo do tapete, mas nós escancaramos a transparência no País.

O ex-presidente classificou o PT como "um dos maiores partidos de esquerda do mundo, sem dogmas", cujo compromisso, segundo ele, é ser ético e querer lutar para que as pessoas mais humildes conquistem cidadania.

— Não fizemos tudo que poderíamos ter feito, mas vamos fazer ainda mais. Entendemos mais de povo que os tucanos e ninguém fez mais por esse País do que o Partido dos Trabalhadores.

Após comentar que se empenhará para reeleger a presidente Dilma Rousseff e dizer que dedicará mais tempo à política e às eleições, Lula rebateu as críticas da oposição e de analistas à política econômica e ao crescimento da dívida bruta do País.

— Querem o aumento do desemprego para baixar a inflação e agora falam em dívida bruta, que nunca foi utilizada no discurso. Estão incomodados porque o governo colocou dinheiro do tesouro do BNDES na Caixa Econômica e no Banco do Brasil. No dia que o PT governar o Brasil e o Estado de São Paulo, a gente vai fazer muito mais que a gente já fez.

A declaração foi feita por Lula antes de elogiar Padilha e considerá-lo o mais bem preparado do partido para a disputa eleitoral no Estado.

Estadão Conteúdo via R7
Editado por Política na Rede
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