sábado, 27 de setembro de 2014

Campanha de Dilma pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras, diz delator


Imagem: Celso Jr / AE
Após diversos rumores e informações desencontradas que movimentaram a sessão da última sexta-feira na Bovespa, a revista Veja divulgou novas denúncias envolvendo esquema de corrupção na Petrobras (PETR3;PETR4). E, desta vez, o esquema envolveria diretamente a campanha da presidente Dilma Rousseff na eleição anterior. 


Segundo a Veja, o ex-diretor de abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, disse à Polícia Federal que a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras. Isso ocorreu em 2010, quando Dilma estava em plena campanha à eleição para presidente e Luiz Inácio Lula da Silva estava cumprindo o seu último ano de mandato. 

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De acordo com informações do blog de Reinaldo Azevedo, Paulo Roberto Costa revelou à Polícia Federal e ao Ministério Público que, naquele ano, foi procurado por Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha de Dilma.

Segundo o blog, Palocci, que já tinha sido integrante do Conselho de Administração da Petrobras, teria pedido R$ 2 milhões para o diretor da Petrobras.

Desta forma, aumentam as suspeitas de Caixa 2: Costa negociaria com as empreiteiras, pegava a sua cota e depois "deixava a cargo dos políticos". A distribuição seria feita pelo doleiro Alberto Youssef, que também fez um acordo de delação premiada e, com suas declarações, também deve ajudar na investigação.

Após Dilma ser eleita presidente da República, Palocci foi ministro da Casa Civil entre 1 de janeiro e 7 de junho de 2011, saindo do cargo depois de denúncias de enriquecimento ilícito terem se tornado públicas. Seu patrimônio foi multiplicado por 20 em quatro anos. 

Nomes públicos na mira

No começo do mês, uma matéria da Revista Veja já havia revelado trechos do depoimento de Paulo Roberto Costa, divulgando os nomes de diversos políticos envolvidos em propinas e corrupção dentro da estatal, mas todos negaram estarem envolvidos no esquema.

Segundo a publicação do início do mês, a lista de nomes envolvidos conta com nomes importantes da política brasileira. Entre os citados pelo executivo estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA).

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Do Senado, estão na lista Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR). Entre os deputados estão Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC), além do ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte, também do PP. Vacarezza já teria aparecido nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef. 

Entre os governadores, a lista tem Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República morto em um acidente de avião no dia 13 de agosto.

Lara Rizério
Infomoney
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