quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Fidel Castro recebe título de Doutor Honoris Causa de universidade argentina


Imagem: Reprodução
Na última quarta-feira (20/08), a Universidade Nacional de Lanús (Argentina) condecorou Fidel Castro com o título de Doutor honoris causa. O título lhe foi dado “entre outras razões, por sua obra de integração Latino-Americanista, solidária, humanitária”, nas palavras de Ana Jaramillo, reitora da Universidade.


O conselho executivo da Universidade ainda destacou que o prêmio foi concedido a Fidel por seu apoio no avanço da saúde e educação e pelo aumento da expectativa de vida em seu país.

Veja o vídeo: 




“Não somente se ensina com os livros, também se ensina com o exemplo, e precisamente Fidel Castro nos ensinou e continua ensinando com seu exemplo revolucionário, sua solidariedade humana, a justiça presente em suas ideias, sua contundente resistência e convicção de que um mundo melhor é possível”, destacou a reitora durante a cerimônia.


Não é a primeira vez que a Universidade concede títulos honoris causa a governantes. Os presidentes Evo Morales (da Bolívia), Nicolás Maduro (da Venezuela), Hugo Chávez (ex-presidente venezuelano), Néstor Kirchner (ex-presidente argentino), José “Pepe” Mujica (do Uruguay), Daniel Ortega (da Nicarágua) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazem parte do quadro de pessoas que receberam o título da universidade.

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A cerimônia ocorreu na noite do dia 20, na Sala Magna Bicentenária, onde a universidade costuma condecorar pessoas que lutam para transformar em realidade valores compartilhados pela instituição. No dia seguinte, a premiação foi destaque no jornal cubano Granma, que é dirigido pelo Comitê Central do Partido Comunista de Cuba. No site do Jornal, vários leitores comentaram apoiando o ato da universidade.

O título, no entanto, não foi bem recebido por todos os cubanos.

“Quem somos nós para pensar? Uma importante universidade de um país democrático, onde a recuperação da democracia foi adotada como uma das principais causas políticas, agora dá uma graduação honorária ao ditador de um ‘país irmão’. Isso é um completo desrespeito para o povo cubano e para a democracia.”, disse ao jornal PanamPost, Michel Ibarra, cubano exilado atualmente na Argentina.

Fidel, porém, não esteva presente durante a premiação, que foi recebida pelo embaixador cubano Jorge Lamadrid. O embaixador afirmou que “Fidel encarna o que há de mais puro e nobre na nação cubana”.

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