segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Egito ataca aliados do Estado Islâmico após vídeo com decapitação de cristãos


Imagem: AFP
O exército do Egito lançou na madrugada desta segunda-feira um ataque aéreo contra várias posições das milícias leais ao Estado Islâmico (EI) na Líbia após a divulgação de um vídeo no qual os jihadistas assassinam 21 cristãos coptas.

A chefia das Forças Armadas detalhou que os bombardeios foram "contra quartéis, posições, lugares de concentração e treinamento, e armazéns de armas" dos jihadistas leais ao EI em território líbio.


Pelo menos cinco civis, três crianças e duas mulheres, morreram no ataque, que teve como alvo a cidade de Derna, a mil quilômetros de Trípoli.

O exército egípcio alegou que ataque cumpriu seus objetivos "com exatidão" e os aviões das Forças Aéreas egípcias "voltaram sãos e salvos para suas bases" no Egito.

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As Forças Armadas advertiram que a ação é "uma vingança ao sangue egípcio".

A força aérea líbia também participa da ação militar. "Novos ataques aéreos serão realizados em coordenação com o Egito", disse um representante do governo oficial do país, que se estabeleceu em Tobruk após perder o controle da capital Trípoli.

Desde a queda do ditador Muammar Gadafi, em 2011, vários grupos islâmicos se fortaleceram na Líbia. Recentemente, alguns deles declararam ter ligações com o EI e reivindicaram a autoria de ataques de grande porte, como o atentado contra o hotel Corinthia, em Trípoli, no mês passado,que deixou nove mortos.

O ministro egípcio das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shukri, viajou ontem à noite para Nova York para reuniões na ONU e no Conselho de Segurança para exigir uma reação internacional.

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O governo do Egito pede que a coalizão liderada pelos EUA que combate o Estado Islâmico na Siria e arredores aumente seu escopo e passe a atuar na África.

O papa Francisco condenou as decapitações. "Eles foram mortos simplesmente porque eram cristãos. Não faz diferença se eram católicos, ortodoxos, coptas ou protestantes. Eles eram cristãos", disse o pontífice, no Vaticano.

O governo do Brasil manifestou "indignação" com o assassinato dos 21 prisioneiros. "A intolerância religiosa e o recurso à violência política merecem o mais veemente repúdio do Governo e do povo brasileiro", disse o Itamaraty, por meio de nota.

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Folha de S. Paulo
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