terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Indonésia vai reavaliar relação com o Brasil e pode cancelar compra de material militar


A compra de 16 aviões de combate pode ser cancelada
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O governo da Indonésia ameaçou reconsiderar a compra de material militar do Brasil após a deterioração das relações entre os dois países devido à execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira em janeiro, informou nesta terça-feira (24) a imprensa local.

A Indonésia chamou de volta, no sábado (21), seu representante no Brasil e apresentou um protesto formal às autoridades brasileiras porque a presidente Dilma Rousseff se recusou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio, Toto Riyanto.

Após o incidente, o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, disse que Jakarta poderia reconsiderar a compra de 16 aviões de combate EMB-314 Super Tucano e lança-mísseis de fabricação brasileira, segundo o jornal "The Jakarta Post".

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O país do Sudeste Asiático também considera cancelar uma encomenda por sistemas de lançadores múltiplos de foguetes.

O assunto também foi mencionado pelo ministro das Relações Exteriores, Retno Marsudi. “A Indonésia vai reavaliar todos os aspectos de nossa relação bilateral com o Brasil”, disse o ministro, segundo o diário “Kompas”.

As relações entre Brasil e Indonésia atravessam um período de crescente tensão desde que o país asiático executou Marco Archer por tráfico de drogas, apesar do pedido de clemência da presidente.

Dilma, que chamou para consultas o embaixador em Jacarta após a execução de Marco Archer, também pediu clemência para Rodrigo Muxfeldt Gularte, outro brasileiro condenado por tráfico, cuja execução esta prevista para este mês, por um pelotão de fuzilamento.

Neste caso, o Brasil pede a suspensão da execução e a hospitalização de Rodrigo, que sofre de esquizofrenia, conforme admitiram as próprias autoridades da Indonésia.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, que tomou posse em outubro, prometeu não ter clemência com condenados por tráfico de drogas, apesar de ter recebido telefonemas de líderes mundiais, incluindo Dilma, pedindo pelo perdão de pessoas no corredor da morte. 

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G1
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