quarta-feira, 1 de abril de 2015

Planalto monitora nas redes sociais informações sobre protestos contra o governo no dia 12


Imagem: Daniel Teixeira / Estadão
O governo está monitorando as redes sociais para ter um termômetro das manifestações contra a presidente Dilma Rousseff marcadas para o próximo dia 12. O assunto foi discutido, na manhã desta terça-feira, na reunião de coordenação política do governo. O Palácio do Planalto teme a repetição dos protestos do último dia 15, que reuniram, segundo a Polícia Militar, mais de 2 milhões de pessoas em todo o país. Para o governo, por enquanto, o cenário ainda está indefinido.

Como uma espécie de vacina, o PT organizou mobilizações para esta terça-feira, data de aniversário do golpe militar. Os petistas estão usando como mote o fato de participantes das manifestações do dia 15 terem defendido a volta da ditadura. No dia 7 de abril a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que é ligada ao PT, fará nova mobilização, nos moldes da realizada no último dia 13. Desta vez a pauta principal é a oposição a um projeto em tramitação no Congresso que regulamenta a terceirização, mas de novo haverá defesa da democracia, da Petrobras e da reforma política. A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, intensificou a agenda de viagens para inaugurar obras e tem dado mais entrevistas, na tentativa de criar uma pauta positiva.

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Além das manifestações, a presidente Dilma discutiu com seus ministros, na manhã desta terça-feira, o ajuste fiscal e a mudança do indexador das dívidas de estados e municípios. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) fez um relato do acordo fechado com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, para a manutenção da atual regra de correção da dívida até o final do ano, quando a União promete regulamentar o novo indexador e o município receberia a diferença, depositada em juízo.

Cardozo jantou com Paes nesta segunda-feira e também conversou com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Contrariando a expectativa da cúpula do PMDB, a presidente Dilma não abordou na reunião, de acordo com participantes, a eventual nomeação do ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para o Ministério do Turismo.

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Fernanda Krakovics
O Globo
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