terça-feira, 30 de junho de 2015

Filho de Lula diz que pai "quase enfartou" no 1º Mundial do Corinthians


Imagem: Reprodução / UOL
Apesar de ter trocado a ideia de ser treinador de futebol para comandar uma liga de futebol americano no Brasil, Luis Cláudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente Lula, tem o futebol no seu DNA. Corintiano como o pai, ele lembra de um dos momentos mais tensos vividos com o ex-presidente na frente de uma tela de TV: a final do Mundial de Clubes vencido pelo Corinthians, no ano 2000. O título veio nos pênaltis, contra o Vasco da Gama, no Maracanã.


Um detalhe curioso dessa final é que Lula, apesar de corintiano, nunca escondeu também ser torcedor do Vasco. "Sinceramente, eu achei que ele iria enfartar. Quando foi para os pênaltis, eu falei: 'Não sei se torço para o Corinthians ser campeão e dar tudo certo, porque tem de ser campeão, ou se ou torço para o Corinthians ser campeão para o meu pai ficar bem (...)'. Ele estava ficando desesperado. E ele é desses 'corintianão' mesmo. Só que aprendeu a assimilar um pouco melhor. Vai ficando mais velho, vai ficando mais experiente", diz ele.

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Para Luis Cláudio, os títulos do Corinthians na Libertadores e do Mundial de 2012 foram mais tranquilos. "Nesse Mundial aí, ele já vinha desde a Libertadores como campeão, não tinha jeito."

Formado em educação física, o filho do ex-presidente passou pelos quatro grandes de São Paulo, como auxiliar-técnico. Trabalhou com Luxemburgo no Palmeiras e no Santos e com Mano Menezes no Corinthians. No São Paulo, foi auxiliar na base.

Ele considera, ainda hoje, Luxemburgo como o melhor técnico do Brasil. "Dentro de campo não tem melhor do que ele. É o tipo de cara que tem a sensibilidade de substituir um jogador aos 10 minutos e muda toda a característica do time. O trabalho em campo do Vanderlei é excepcional. O Vanderlei se cerca de profissionais bons. O Mano é bom, conquistou o que conquistou, esteve no Corinthians, na seleção, mas ainda precisa provar muita coisa no futebol. Ele não tem grandes histórias. Já o Felipão e o Vanderlei são caras que têm história. O Muricy e o Tite são caras que são campeões. Esses caras estão com mais de 50 anos e você não vê uma nova geração de técnicos com esse perfil".

Luis Claudio lembrou dos 7 a 1 sofridos pelo Brasil contra a Alemanha, na Copa de 2014, mas não culpa o ex-técnico Luiz Felipe Scolari. "Do jeito que aconteceu, nunca mais vai acontecer. Foi uma desestabilidade total do time. Eu não acho que o culpado seja o Felipão. Faltou um pouco, não sei se foi organização técnica, tática (...) Houve muito oba-oba".

E sobrou até para a Rede Globo. "Houve muito alvoroço no Brasil por parte da CBF, que não soube blindar. Houve muito oba-oba da emissora (Globo). Ia todo dia um famoso lá. No meio de treinamento, filho de famoso entrando no gramado. É a maior competição do esporte. Se você não tiver foco, pelo menos naquele momento ali, você perde. E foi isso. No comprometimento e qualidade técnica, as duas seleções são fantásticas." 

Sobre o pai, ele diz que Lula tem se empenhado muito na atividade física, principalmente depois de ter passado pelo tratamento de um câncer na laringe. "Ele está melhor que a gente. Ele treina todo dia de manhã. Ele me disse que a intenção é divulgar a atividade física. Eu sempre falava para ele, quando estava no governo, que gastasse mais com prevenção do que com a solução. A educação física tem esse poder (de prevenir doenças). Ele faz musculação, corre. Comprou a ideia mesmo".

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