segunda-feira, 22 de maio de 2017

'Roubaram e destruíram o Brasil, os traidores da pátria querem vender nossas terras a um preço vil, vão rifar o país aos estrangeiros', afirma Levy Fidelix


Imagem: Montagem Ilustrativa / Política na Rede

"Traidores do brasil, Meirelles sempre por trás das maquinações  contra a Pátria", afirma Levy Fidelix.

Presidente do PRTB, Levy Fidelix atacou duramente o PL 4.059/12, projeto que prevê a venda de terras brasileiras para estrangeiros. Segundo ele, querem "vender nossas terras a um preço vil, rifar o país para estrangeiros tomarem conta".

O projeto tem como relator o deputado Newton Cardoso (PMDB-MG). O regime de urgência, aprovado em setembro, foi solicitado pelo deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ). 

Segundo Fidelix, "Meirelles, o representante dos banqueiros nacionais e internacionais, arquiteto da escravização do Brasil pelo sistema de juros abusivos sob o pretexto de controlar a inflação, agora quer lotear o Brasil, desnacionalizar nosso patrimônio, colocar em risco a segurança nacional e trocar a verdadeira riqueza pelo capital volúvel, que se esvai em um piscar de olhos. Quando nos dermos conta, o dinheiro se foi e as nossas terras estarão nas mãos dos grupos estrangeiros".

Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, "Esse é um assunto fundamental, e nós achamos que de fato seria positivo se fosse aprovado, na medida em que aumenta o investimento no Brasil e a produtividade geral da economia”.

A proposta prevê, em seu estado atual, que o investidor estrangeiro poderá comprar até 100 mil hectares de terra (cerca de 1 mil km², ou três vezes a área de uma cidade como Belo Horizonte) para produção, podendo ainda arrendar outros 100 mil hectares. Dessa forma, o investidor internacional teria 200 mil hectares de terra à disposição. 

Atualmente, a comercialização de terras no país acontece no chamado “mercado de vizinhança”, que é quando ocorre entre vizinhos e pequenas áreas, em estados consolidados.

Para o presidente do PRTB, é "desastroso" defender este tipo de proposta diante da atual conjuntura. "Não é novidade para ninguém que o país está em crise. A quem interessa rifar as nossas terras neste momento? Com fazendeiros, proprietários de terras e empresas que utilizam largos territórios para a produção primária ou secundária quebrando, os estrangeiros conseguirão tudo a preço de banana! Isso sem falar que vamos entregar nossos minérios, urânio, nióbio, grafeno", afirma.

De acordo com ele, é temerário liberar áreas tão grandes para estrangeiros: "É temerário e coloca em alto risco a segurança nacional, assim como a própria soberania, permitir que grupos estrangeiros controlem áreas imensas, a perder de vista. Imagine, três vezes o tamanho de uma metrópole, como Belo Horizonte, ou dez vezes o tamanho de uma cidade pequena! Vão acabar segregando ainda mais o nosso território e a nossa soberania, criando países dentro do Brasil. Por que o Meirelles, que é um banqueiro, é o mentor intelectual desta proposta? Isso coincide, ainda, com a Lei de Migração. Acabarão formando novos países dentro do Brasil. Existirá o país dos haitianos, o dos sírios, o dos africanos, não existirá mais Brasil, haverá uma absoluta e perigosa desintegração territorial, maculando a soberania e a própria existência do país", ataca.

O deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), relator da proposta, argumenta que o fim das restrições pode destravar investimentos da ordem de R$ 50 bilhões no País. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defende que haja restrições no caso das chamadas “culturas anuais”, como a soja e o milho, dois dos principais produtos de exportação do Brasil. 

Para Fidelix, os valores não justificam a "dilapidação do patrimônio dos brasileiros, a ser entregue para incontáveis países, enquanto o povo brasileiro deixa de ser proprietário do seu próprio país". "Somente políticas voltadas ao desenvolvimento nacional, focadas no melhor para os brasileiros, poderão tirar nosso país do buraco em que se encontra. Lotear nossas terras e entregar para grupos econômicos de fora não atende a isso, pelo contrário. Trata-se de traição! No tempo do Império, isso seria caso de enforcamento por alta traição à Pátria!", finaliza.

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Política na Rede
Com informações de Estadão e Valor Econômico
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