sexta-feira, 7 de julho de 2017

Levy Fidelix se alia a batalha da senadora Ana Amélia: 'Sem voto impresso, jamais poderemos confiar na integridade das eleições'


Imagem: Produção Ilustrativa / Política na Rede
A senadora Ana Amélia retrucou afirmações de ministros do TSE e do STF sobre o voto impresso, esclarecendo a necessidade e a urgência do voto impresso para assegurar a legitimidade das eleições. 



'Será preciso ir à ONU pedir observadores internacionais para as eleições 2018? Não confiamos nas urnas Smartmatic', afirma Levy Fidelix

O presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix, corroborou a posição da senadora Ana Amélia e reiterou severas críticas ao sistema das urnas eletrônicas Smartmatic. De forma contundente, ele questiona: "Será preciso ir à ONU, Organização das Nações Unidas, para requerer observadores internacionais para as eleições de 2018?". 

Segundo ele, caso o sistema adotado hodiernamente no Brasil, composto por urnas eletrônicas da empresa Smartmatic que não imprimem o comprovante em papel - o que possibilitaria conferência material -, seja mantido, as eleições no país continuarão sob suspeita, o que ameaçaria, inclusive, a democracia. "Se usamos este sistema de uma empresa venezuelana, o qual país desenvolvido algum aceitou, sem a possibilidade de conferência, a mensagem passada aos cidadãos e ao Mundo é de que não levamos a democracia, o sufrágio universal, a sério", afirma. Assista ao vídeo:



"Simplesmente colocar os cidadãos para ir lá ficar na fila, colocar o dedo alguns segundos e fingir que a democracia se concretizou se o sistema lá dentro, controlado pela Smartmatic, pode estar adulterado, ou pode vir a ser manipulado posteriormente, chega a ser ridículo em termos constitucionais", prossegue. Segundo ele, mesmo o voto por cédulas, adotado em muitos países desenvolvidos, é mais seguro que o sistema sem conferência impressa.

Especialistas renomados, como Diego Aranha e Amílcar Brunazzo Filho, já acusaram uma enormidade de vulnerabilidades no procedimento brasileiro sob a égide da empresa latina. O sistema argentino, que imprime o comprovante, costuma ser elogiado e sugerido como boa alternativa. A urna utilizada no país vizinho é classificada como de terceira geração.

"Precisamos participar da totalização e da apuração dos votos. No sistema atual, isto é impossível. A empresa Smartmatic não é confiável e sofreu diversas denúncias que apontam indícios e possíveis fraudes, além da intrínseca vulnerabilidade pela natureza do equipamento. Sem transparência, não há democracia. Não podemos classificar um sistema obscuro, que nem mesmo permite recontagem, como transparente e probo", ressalta Fidelix. 

'Se hackers invadem o Pentágono, os bancos e até a NASA, por que não invadiriam o sistema eleitoral brasileiro?'

Levy Fidelix rebateu as últimas informações de que o Congresso e diversos setores da Justiça Eleitoral estariam sugerindo adiar ou abandonar a implementação do voto impresso para 2018. Fidelix afirmou que as urnas eletrônicas Smartmatic atualmente em uso "não deixam que a totalização seja honesta e correta, não proporcionam transparência para o eleitor, são fraudáveis". 

Fidelix sugeriu a utilização de urnas eletrônicas como as argentinas. Segundo o presidente do PRTB, naquele país o cidadão tem um chip e, com o uso de uma senha, digita seu voto, imprime, e coloca na urna. Fidelix compara com o sistema proposto para o Brasil: "Aqui, o cidadão só pode olhar e o voto fica lá na urna. Só se alguém tiver dúvida é que vão pedir a recontagem. Mas e se o juiz não permite a recontagem, como é que fica?". 

Todo o sistema eleitoral Smartmatic está viciado, na opinião de Levy Fidelix: "várias pessoas de todo o mundo, técnicos abalizados, já afirmaram que temos que aprimorar muito, pois o sistema é fraudável! E não podemos deixar apenas uma entidade cuidar de tudo: quem contrata é o mesmo que audita, que julga que paga. Então, lamentavelmente, não temos uma democracia instalada". E questiona: "Se até os computadores do Pentágono podem ser invadidos, se os bancos são vulneráveis, como o sistema eleitoral brasileiro, instalado aqui hoje, não seria vulnerável?".

"Não é à toa que teve até um deputado federal, que foi delegado da Polícia Federal, o delegado Protógenes, que fugiu do Brasil e se auto-exilou na Suíça porque começou a descobrir que essas urnas Smartmatic são fraudáveis. Em 2018, queremos eleições limpas. Se necessário, deveríamos voltar ao papel ou evoluir para o sistema argentino, muito mais aperfeiçoado que o brasileiro", finaliza Levy Fidelix. 

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