sexta-feira, 11 de agosto de 2017

'Acorda, Brasil! Políticos querem R$3,5 bilhões para gastar em 45 dias de eleição! Isso é crime de lesa-pátria! Olhem para os desempregados!', clama Levy Fidelix


Imagem: Produção Ilustrativa / Política na Rede
Durante palestra ocorrida no evento "A Direita e o Conservadorismo no Brasil", também denominado "Fórum Nacional da Direita", ocorrido ao fim de julho, o ex-presidenciável e presidente do PRTB, Levy Fidelix, fez veementes críticas à proposta que pretende distribuir R$3,5 bilhões a título de fundo para campanha para os partidos em 2018. Segundo a sua avaliação, trata-se de crime de lesa-pátria. Assista ao vídeo:


"Só o PMDB terá R$500 milhões em 45 dias", alerta o político

O político perfez uma crítica contundente aos integrantes do Congresso Nacional, analisando de forma crítica a proposta que almeja angariar quase R$6 bilhões para o fundo eleitoral em 2018. "Com o perdão do termo, temos o Congresso mais imundo da História. R$3,5 bilhões em campanha política enquanto o povo passa necessidade?", criticou.

O deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), relator da reforma política na Câmara, vai incluir em seu parecer proposta que vincula o valor a ser gasto nas campanhas do ano que vem à receita líquida do governo federal. Com isso, o fundo eleitoral com dinheiro público que será criado para bancar as candidaturas de 2018 poderá ir a R$ 5,9 bilhões, mantidas as previsões do Ministério do Planejamento para este ano. Inicialmente, o valor que estava sendo discutido era de R$ 3,5 bilhões. As informações são da Época.

"Imagine o completo descontrole e a chuva de corrupção que decorrerá disso. R$3,5 bilhões sendo gastos em menos de 2 meses por centenas de candidatos. Quem irá controlar isso?", questiona Fidelix. 

Ele detalha o que entende como reprovável na proposta. "Como se não bastasse o acinte de um valor tão alto sendo surrupiado do seu destino natural, que é servir ao povo, há o agravante de que o período em que esses valores serão empregados é muito curto, dando margem a dispêndios irregulares e esquemas de corrupção, tendo em vista que os responsáveis pela fiscalização de tais valores ficarão evidentemente sobrecarregados", pontua.

O político conclui evidenciando que a realidade sociopolítica está em profunda decadência: "Cada vez mais dinheiro para parlamentares e partidos enquanto a sociedade padece de serviços públicos, como saúde, educação e segurança, em níveis aceitáveis. Não são os esquerdistas, os quais detêm parcela considerável das cadeiras da Câmara e do Senado, que defendem a redução da desigualdade? Não é o PT, partido de Vicente Cândido, que propõe este valor absurdo, aquele que diz lutar pelos mais pobres? Como você lutará pelos mais pobres tirando R$3,5 bilhões da sociedade e transferindo esse dinheiro para gasto em campanhas políticas?", conclui.


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