terça-feira, 8 de agosto de 2017

Fachin tira de Moro e envia para Justiça de SP delações sobre cervejaria Petrópolis


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), retirou de Curitiba e enviou para a Justiça Federal de São Paulo as delações sobre a cervejaria Petrópolis. De acordo com entendimento do ministro, o caso da cervejaria não tem ligação com as investigações sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro, da 13ª vara federal de Curitiba.





De acordo com depoimentos de executivos da Odebrecht, a empresa e a cervejaria participaram de um esquema que pagou US$ 100 milhões em propinas para políticos e caixa dois em campanhas eleitorais.

Em abril, Fachin havia determinado, atendendo a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o envio do caso para Curitiba. No entanto, os advogados da cervejaria entraram com recurso e alegaram que os fatos narrados nas delações ocorreram em São Paulo e deveriam ser analisados pela Justiça paulista. O argumento foi aceito por Fachin.

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'Terceirização' de doações

Na delação premiada, o ex-executivo da Odebrecht Benedicto Júnior disse que a empreiteira "terceirizava" parte dos pagamentos via caixa 2 para atender doações de políticos. Segundo ele, 99% dessas transações ilegais repassadas a terceiros eram pagas pela cervejaria Itaipava, da qual a Petrópolis é dona.

Segundo Benedicto Júnior, as doações feitas a políticos pela Odebrecht poderiam ser legais, via caixa 2 próprio ou através de “parceiros”. Quando o limite para gastos da empreiteira era atingido, esse terceiro mecanismo era acionado.

De acordo com o delator, a cervejaria não era beneficiada diretamente com um percentual do valor, mas com parcerias futuras. “No fundo, depois, eu repagava esses valores fazendo obras, fazendo empreendimentos sendo sócio dele em outros ativos”, disse.


Na época em que as delações se tornaram públicas, o Grupo Petrópolis informou que todas as doações feitas pela companhia seguiram estritamente a legislação eleitoral e estão devidamente registradas.

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G1
Editado por Política na Rede
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