terça-feira, 15 de agosto de 2017

Na operação Hammer On, PF e Receita cumprem 153 mandados em cinco estados


Imagem: Geraldo Bubniak / Ag. O Globo
A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram na manhã desta terça-feira a Operação "Hammer-on" para desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As empresas participantes do esquema movimentaram mais de R$ 5,7 bilhões de origem ilícita entre 2012 e 2016.



As investigações apontaram a existência de uma organização criminosa de cinco núcleos interdependentes. No esquema, os integrantes usavam contas bancárias de várias empresas, em geral fantasmas, para receber dinheiro de pessoas físicas e jurídicas interessadas em mercadorias, drogas e cigarros. Os produtos vinham do exterior, principalmente do Paraguai.

Cerca de 300 policiais federais e 45 servidores da Receita cumprem 153 ordens judiciais, expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba, em cinco estados. Há dois pedidos de prisão preventiva, 17 de prisão temporária, além de 53 ordens de condução coercitiva e 82 mandados de busca e apreensão. Os agentes estão nas ruas de cidades do Paraná, de São Paulo, de Minas Gerais, do Espírito Santo e de Santa Catarina.

Leia também:  

PF cumpre mandados do STJ na sede do governo do RN e na casa do governador do estado
Réu em 6 processos, Lula volta a atacar o juiz Sergio Moro com baixaria
'Basta o Maduro chamar que o PT vai correndo lamber a mão dele', ataca Aloysio Nunes
Procurador da Lava Jato 'abre o jogo' e diz que proposta de reforma política é solução cínica e mantém corrupção

Senadora Ana Amélia ataca quem defende aumento para políticos e ministros do STF com 'efeito cascata'; veja vídeo

EMPRESAS FANTASMA

Os alvos vão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão temerária, operação irregular de instituição financeira e uso de documento falso.

Segundo a PF, o dinheiro "sujo" era depositado em contas das companhias ligadas ao grupo criminoso e, depois, enviado para fora do Brasil. A transferência usava o sistema internacional de compensação paralelo, conhecido como operações dólar-cabo, ou ordens de pagamento internacionais emitidas por instituições financeiras brasileiras com base em contratos de câmbio "manifestadamente fraudulentos". Os acordos eram fixados com empresas fantasmas e não habilitadas a operar no comércio exterior.

"Hammer-on" é a técnica usada em instrumentos musiciais de corda para ligar duas notas musicais com uma mesma mão. PF e Receita miram agora a ligações entre intermediários e demandantes do esquema.

A investida desta terça-feira é um desdobramento das operações Sustenido e Bemol, movida pela PF e pela Receita Federal de Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2014 e 2015. O nome se inspira nas notas intermediárias entre outras duas notas musicais — uma analogia com os alvos, as empresas que intermediavam negociações entre criminosos brasileiros e paraguaios. Eles eram responsáveis por garantir o pagamento de fornecedores de drogas, cigarros, mercadorias e ocultar os rendimentos.


Veja também: 





O Globo
Editado por Política na Rede
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...