quarta-feira, 23 de agosto de 2017

PF deflagra segunda fase da operação Abate e mira em filho de ministro do TCU


Imagem: Reprodução / Estadão
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira a segunda fase da Operação Abate que levou à prisão o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, ex-PT e atual Avante.  Vaccarezza foi liberado da prisão temporária de cinco dias nesta terça-feira. Nesta manhã estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador (BA), Brasília e Cotia, na Grande São Paulo. Um dos alvos da 45ª fase da Lava-Jato é o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz.



Segundo as investigações foram identificados novos interlocutores que ajudaram a beneficiar a empresa americana Sargent Marine, fornecedora de asfalto para a Petrobras. Eles seriam dois advogados que teriam ajudado o esquema e teriam recebido comissões em contas na Suíça. Também teria sido detectada a participação de um ex-deputado federal e uma assistente dele no esquema, que desviou recursos da estatal.

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O advogado Tiago Cedraz foi citado pela primeira vez na Lava-Jato pelo empresário Ricardo Pessoa, da UTC. Ele afirmou em depoimento à Lava-Jato que obtia informações privilegiadas no TCU sobre seus contratos com a Petrobras, tendo como intermediário o advogado. O empresário entregou à Procuradoria Geral da República tabela com anotações de pagamentos de R$ 2,2 milhões ao filho do então presidente da Corte. Parte dos valores teria sido paga em espécie. No fim do ano passado, a Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Aroldo Cedraz, por suspeita de corrupção e tráfico de influência.

A PF descobriu vários telefonemas do escritório de Tiago Cedraz para o gabinete de outro ministro do TCU, Raimundo Carreiro, mas o ministro argumentou isso não significava que as ligações eram dirigidas a ele ou que praticou alguma irregularidade.

OPERAÇÃO ABATE

A Operação Abate foi deflagrada pela PF na última sexta-feira, na 44ª fase da Lava-Jato, e mira o favorecimento de empresas estrangeiras em negociações com a Petrobras. Foram presos o ex-parlamentar Cândido Vaccarezza e o o ex-gerente da Petrobras Marcio Aché.

As investigações apontam que Vaccarezza teria recebido US$ 478 mil entre 2010 e 2012 para intermediar contratos sem licitação entre a Sargeant Marine e a Petrobras.

Foram encontrados R$ 122 mil em espécie durante a apreensão realizada no apartamento de Vaccarezza, na zona leste de São Paulo, na própria sexta. Detido na ocasião, após pedido de prisão temporária, ele foi liberado ontem pelo juiz Sergio Moro.


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Cleide Carvalho e Luciana Arreguy

O Globo 
Editado por Política na Rede
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