sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Recorde: Gilmar deferiu liminar menos de 24 horas depois da distribuição dos habeas corpus de Jacob Barata e Lelis Teixeira


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Gilmar Mendes redefiniu o conceito de celeridade na justiça brasileira.

Menos de 24 horas depois de dois habeas corpus serem distribuídos e conclusos a ele no Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu as liminares correspondentes concedendo liberdade para Jacob Barata Filho e Lelis Teixeira, presos desde o dia 3 de julho na Operação Ponto Final, suspeitos de integrarem esquema de corrupção que teria pago propina estimada em cerca de R$ 170 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral.



O habeas corpus 146666, em nome de Jacob Barata Filho, foi redistribuído para Gilmar Mendes ontem, quinta-feira, 17.



E o habeas corpus 146813, para Lelis Teixeira, foi protocolado e distribuído para o ministro do STF anteontem, quarta-feira, 16. Ambos deferidos no mesmo dia, a própria quinta-feira, em liminares do ministro.


Reportagem publicada ontem na Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo mostrou a mulher de Gilmar Mendes, Guiomar Lima Mendes, é do corpo de advogados do escritório Sérgio Bermudes, que atua no caso Fetranspor. Ainda assim, o juiz da suprema corte não se considerou em situação de suspeição e deixar de atuar no caso. Além disso, Gilmar e a mulher foram padrinhos de casamento da filha de Jacob Barata Filho, Beatriz Barata com Francisco Feitosa Filho no dia 14 de julho de 2013, em suntuosa festa no Copacabana Palace que ficou marcado pelos protestos da população na calçada do hotel. Guiomar é irmã do pai de Francisco Feitosa Filho. O casal se separou há um ano.

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Apesar do esforço de celeridade do ministro do STF, o recorde de tempo foi em vão. Logo depois da decisão de Gilmar Mendes, o juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, que atua na Operação Lava Jato, expediu novos mandatos de prisão para os dois empresários, usando distintos processos em andamento para emitir as novas ordens de prisão. A decisão de Bretas foi protocolada no sistema da Justiça Federal do Rio pouco tempo depois da divulgação do habeas corpus de Gilmar Mendes.

OUTRO LADO:

A reportagem tentou contato com Gilmar Mendes através da assessoria do STF, sem sucesso.

Através da assessoria de imprensa, posteriormente, o ministro enviou nota para a imprensa onde declarou que “não sentiu necessidade de se declarar suspeito”, arremantando que “o casamento não durou seis meses”.

A reportagem entrou em contato também com o advogado Sérgio Bermudes, que, por telefone, afirmou que “é público que a mulher do ministro Gilmar Mendes trabalha no meu escritório. Ela é tia do rapaz que se casou com a filha de Jacob Barata. O sobrinho da mulher do Gilmar se separou da filha do Barata. Houve um desconforto entre as famílias. Então se suspeição pudesse haver, seria o Jacob Barata contra o Gilmar porque Gilmar é casado com a tia do ex-marido do Jacob. Quanto ao habeas corpus não tenho nada, não sou criminalista”, afirmou.

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Lúcio de Castro
Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo
Editado por Política na Rede
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