sábado, 16 de setembro de 2017

Diretório estadual do PT se recusa a receber desfiliação de 390 pessoas


Imagem: Direto das Ruas
O diretório estadual do PT (Partido dos Trabalhadores) em Mato Grosso do Sul se recusou a fazer 390 desfiliações na tarde desta sexta-feira (15), no diretório regional em Campo Grande. O grupo que foi ao local afirmou que a funcionária fechou as portas depois de dizer que não poderia receber as desfiliações.



Entre os nomes que irão se desfiliar estão o ex-deputado federal Antônio Carlos Biffi, o vice-presidente da Cassems Ademir Cerri, ex-presidente da Fetems Elza Aparecida Jorge e ex-presidente da Fetems Ricardo Alexandre Bueno.

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Porta na cara - Antes de literalmente bater com a porta na cara dos então filiados, uma funcionária disse apenas que não poderia protocolar o pedido, pois ele precisa ser feito no diretório municipal do partido, afirmou a ex-vereadora Thais Helena Vieira Rosa Gomes, que também vai se desfiliar.

Segundo ela, a justificativa não foi aceita pelo grupo, pois as desfiliações sempre foram feitas no diretório regional. “Eles já estavam avisados que iríamos protocolar o pedido de desfiliação nesta tarde. Ainda tentamos ligar para o presidente do diretório municipal, mas também não fomos atendidos. Isso é uma falta de respeito, pois haviam pessoas que eram de fora da cidade e vieram só para se desfiliarem”, conta.

A ex-parlamentar disse que o grupo deve voltar ao diretório regional na segunda-feira (18) onde tentará novamente protocolar o pedido de desfiliação.

Carta - O jornal Campo Grande News teve acesso à carta que seria protocolada no diretório e em trecho os desfiliados justificam sua saída por estarem descontente com a presidência estadual do partido. “O presidente estadual, deputado federal José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, toma atitudes que desrespeitam os princípios do PT e não busca diálogo com as forças internas, exercendo uma política medíocre no comando da legenda”.

Ainda conforme o documento, os desfiliados alegam que “como permanecer em um partido em que o presidente promove demissão sumária no Diretório e não paga os direitos trabalhistas aos funcionários, contrariando a carta de princípios do partido. Como permanecer, quando o presidente não dialoga com as forças internas e quer apenas impor suas vontades. O PT sempre foi o lugar em que se valorizou o debate e as diferenças de pensamento, mas em Mato Grosso do Sul não existe mais esse espaço democrático, lamentavelmente”.


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Guilherme Henri
Campo Grande News
Editado por Política na Rede 
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