sábado, 16 de setembro de 2017

Levantem a bandeira do Brasil e não a do PT, pede Doria


Imagem: Nelson Antoine/Estadão Conteúdo
"O Largo da Batata é do povo, e estou aqui para entregar este espaço para todo o povo de São Paulo", afirmou o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), na manhã deste sábado (16), durante inauguração de uma pequena reforma no largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste.



Doria, que disputa com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a candidatura tucana à Presidência em 2018, voltou a atacar o PT em seu discurso.

"Este espaço não é de um grupo ou de outro, é de todo mundo. Queria pedir para todo mundo que está aqui levantar suas bandeiras do Brasil, que é a bandeira do povo, e não a bandeira vermelha do PT, que essa ninguém quer mais aqui", declarou.

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Nos últimos anos, o largo da Batata foi palco de atos organizados por movimentos sociais, muitos ligados ao PT.

"Aqui não tem bandeira vermelha do PT não, é a bandeira do Brasil, do povo", disse Doria.

Antes do discurso, os integrantes da associação EAB (Eu Amo o Brasil) distribuíram 1.500 pequenas bandeiras de plástico do Brasil para quem estava no largo.

Imagem: Nelson Antoine / Estadão



"Fizemos uma parceira com a Prefeitura para colocar este mastro com a bandeira do Brasil", afirma o presidente da EAB, Marcelo Braga Nascimento, de 71 anos, referindo-se ao mastro de 30 metros de altura com uma bandeira nacional no topo, instalado no largo com a reforma. "Nosso movimento é absolutamente apartidário, queremos apenas resgatar o orgulho de ser brasileiro, o patriotismo", diz Nascimento.

De acordo com ele, a associação gastou pouco mais de R$ 100 mil no mastro e na bandeira que foram instalados no largo, e também vai fazer a manutenção na peça. "O brasileiro é um povo lindo, trabalhador, amoroso, não podemos deixar divisões internas acabarem com o sentimento comum de orgulho que temos todos de ter, do nosso país e do nosso povo", afirma o presidente da EAB.


Durante a cerimônia, Dória discursou em meio a bandeiras do Brasil 

Na hora que o prefeito começou a discursar, um pequeno grupo com guarda-chuvas pretos protestou com gritos de "fora, Doria" e "fora, Termer", no que foi rebatido pela claque com as bandeiras do Brasil.

Integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre), subprefeitos e diversos grupos de direita, como monarquistas e defensores da ditadura militar, também marcaram presença no evento, junto a apoiadores em geral e militantes do PSDB.

Sobre a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), apresentada na quinta-feira (14) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal), Dória preferiu não se posicionar. "Essa é uma questão do Congresso Nacional e da Justiça que já está sendo encaminhada pelas instâncias competentes", afirmou o prefeito a jornalistas que acompanhavam o evento.
Reforma começou com críticas

No mês passado, o começo da reforma no largo da Batata recebeu críticas após a prefeitura retirar árvores plantadas por moradores e um espaço com brinquedos para crianças.

De acordo com a prefeitura, o local passou por intervenções para ficar mais verde, iluminado e seguro.

Foram plantadas no local cerca de 70 árvores da Mata Atlântica. Entre as espécies estão pau-brasil, jequitibás brancos e rosas, cedros e babosas. Segundo a prefeitura, o custo de R$ 224 mil será pago pela iniciativa privada, que também será responsável pela manutenção do local.

Na reforma, o local recebeu uma base móvel da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e foram instalados equipamentos de exercício ao ar livre para a terceira idade, além de um novo parquinho infantil e um totem de recarga de celulares para uso público.

"Essa era uma demanda dos moradores e principalmente dos comerciantes da região. Eles reclamam que o largo da Batata é muito árido e é difícil ficar ali no verão", disse o prefeito regional de Pinheiros, Paulo Mathias, na ocasião do anúncio da reforma, em julho.

O Largo era um espaço degradado até passar por uma grande reforma --iniciada na gestão Gilberto Kassab (PSD), em 2011, e terminada na de Fernando Haddad (PT), em 2013, com dois anos de atraso. Na ocasião, a falta de árvores gerou críticas ao projeto.

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Aiuri Rebello
UOL
Editado por Política na Rede  
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