sábado, 23 de setembro de 2017

PT diz que candidatura de Lula é 'opção irrevogável', volta a defender Maduro, e pede 'Assembleia Nacional Constituinte'


Imagem: Edilson Dantas / Agência O Globo
Em resolução aprovada nesta sexta-feira, na primeira reunião de seu Diretório Nacional após as acusações do ex-ministro Antonio Palocci, o PT reafirma que a candidatura do ex-presidente Lula em 2018 é uma "opção irrevogável".


Nos últimos dias, reservadamente, dirigentes petistas têm reconhecido que o depoimento de Palocci terá um impacto político muito forte sobre a imagem de Lula e pode representar uma ameaça para as suas pretensões de voltar ao Planalto.

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"O Partido dos Trabalhadores reafirma a opção irrevogável pela candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2018. Não há dúvida de que eleição sem Lula é fraude. O ataque a Lula configura um ataque à democracia brasileira, especialmente, ao direito inviolável de escolha da cidadã e do cidadão", afirma o documento divulgado nesta sexta-feira.

Na resolução, o partido destaca que o fim político de Lula volta a ser decretado agora, como já ocorreu em outros episódios, como o mensalão. "Sempre erraram".

O PT defende a "convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte que revogue as medidas antipopulares e antinacionais" do governo do presidente Michel Temer. Caberia a essa constituinte, reformar "as instituições, realizar a reforma tributária, a democratização dos meios de comunicação, a reforma agrária, com preservação ecológica, a reforma urbana e a proteção ambiental e a reforma do Judiciário”.

Além disso, o partido voltou a defender o governo de Nicolás Maduro na Venezuela e a Assembleia Constituinte implantada no país.

"Na América Latina, um dos mais graves aspectos da ofensiva conservadora é o ataque aberto do governo Trump à soberania da Venezuela, com a cumplicidade do governo Temer e outros governos subordinados, que se recusam a reconhecer a legitimidade de instituições democraticamente eleitas como a Assembleia Constituinte e o direito do povo venezuelano à autodeterminação."


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Sérgio Roxo
O Globo
Editado por Política na Rede
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