quarta-feira, 13 de setembro de 2017

'Super-Moro' é destaque em ato pró-Lava Jato em dia de depoimento de Lula


Imagem: Thoe Marques / Frame Photo
Em clima tranquilo e pedindo que os carros buzinem em apoio, cerca de 40 pessoas se concentram por volta das 13h30 nas esquinas das ruas Manoel Eufrásio e Marechal Hermes, no Centro Cívico, em Curitiba, em apoio à Operação Lava Jato.



O ato ocorre no mesmo dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva presta depoimento ao juiz federal Sergio Moro.

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A expectativa dos organizadores é que 500 pessoas passem pelo espaço até o início da noite. O local conta com alguns ambulantes vendendo pixulecos (bonecos de Lula vestido de presidiário) e camisetas de apoio ao juiz Sérgio Moro, assim como um carro de som.

Se, em maio, o movimento contou com um pixuleco, a novidade, desta vez, é a presença de um boneco de cerca de 10 metros que veste Moro como super-herói. O "Super-Moro" veio de Fortaleza, de avião.

"O Moro representa uma nova leva de juízes que fazem um trabalho diferenciado. Queremos apoiar todos eles, inclusive os que estão fora de Curitiba, como o [Marcelo] Bretas [responsável pela Lava Jato no Rio]", afirma Narli Resende, do Movimento Curitiba Contra a Corrupção.

Apesar de seguirem o discurso de que todos os corruptos sejam presos, com pedidos de prisão para o senador Aécio Neves (PSDB) e para o presidente Michel Temer (PMDB), os manifestantes consideram Lula como a figura que, se presa, serviria de exemplo de justiça.

"Todos têm que ser presos, em especial o líder da quadrilha", afirma o analista de recursos humanos Cristiano Roger, de 40 anos.

Com uma mobilização pequena, os manifestantes afirmam que o movimento é um símbolo da luta contra a corrupção.

"Não pensamos muito em números. Eu sou empresária e posso estar aqui, mas muitas pessoas estão trabalhando e gostariam de estar", explica Denise de Souza, 37, coordenadora do Movimento Brasil Livre (MBL), em Curitiba.
Ato pró-Lula

Lula, que foi recebido por um corredor formado por militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ao chegar para depor na sede da Justiça Federal em Curitiba, deve participar de um ato em sua defesa no fim do dia.

A expectativa é que cerca de 4.000 pessoas se concentrem na praça Generoso Marques para prestar "solidariedade" ao ex-presidente.

O público esperado pelo Partido dos Trabalhadores é cerca de um quinto do registrado no 1º depoimento de Lula ao juiz da primeira instância da Lava Jato, em maio, quando se estimou a presença de 20 mil pessoas para apoiar o ex-presidente.

Por volta das 12h30, um grupo de cerca de cem militantes petistas e do Partido da Causa Operária (PCO) se concentram na praça exibindo faixas de apoio a Lula e pedindo a anulação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

De acordo com Antônio Carlos, membro da Direção Nacional do PCO e um dos líderes do ato, se for esperar a eleição de 2018 e não for feito nada agora, "o Lula será preso e a participação da esquerda na eleição do ano que vem será inviabilizada".

"O golpe não foi feito para durar só 18 meses. Todas as medidas que estão sendo adotadas pela direita não vão na direção de termos eleições democráticas no próximo ano. Pelo contrário, o que estamos vendo é cada vez mais uma 'direitização' e estreitamento do regime e uma perseguição não só ao Lula, mas à toda esquerda", disse o dirigente.

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Vinicius Boreki
UOL
Editado por Política na Rede
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