sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Executivo da Odebrecht na Venezuela admite pagamento de caixa dois a Maduro; veja vídeo


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A ex-procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, destituída do cargo neste ano após romper com o regime chavista, publicou em sua conta de Twitter um vídeo em que Euzenando de Azevedo, principal executivo da empreiteira Odebrecht no país, admite ter dado 35 milhões de dólares (158,6 milhões de reais) à campanha eleitoral do presidente Nicolás Maduro, em 2013. 



No vídeo, o executivo fala que recebeu um pedido de 50 milhões de dólares, mas fontes envolvidas nas tratativas da delação premiada dizem que ele relatou que o valor efetivamente pago foi de 35 milhões. 

Assista: 


Maduro, segundo essa versão, teria enviado um representante, chamado Américo Mata, para coordenar com o Azevedo o montante e a entrega da ajuda para Maduro, que disputava a eleição de abril daquele ano como indicado do falecido presidente Hugo Chávez.

Leia também: 

"Dilma gravou vídeo agradecendo os 'guerreiros' que protestam na frente do STF. Só se forem guerreiros de vento, porque gente que é bom...", ridiculariza Roberto Jefferson



Azevedo se beneficiou de um acordo de delação premiada feito na Justiça brasileira. Seu depoimento foi tão explosivo quanto o da ex-procuradora Ortega Díaz, que escapou a Venezuela após sofrer uma implacável perseguição do regime e foi a Brasília apresentar uma denúncia de corrupção contra o número dois do chavismo, Diosdado Cabello. Segundo sua versão, o poderoso vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) teria recebido 100 milhões de dólares em subornos, depositados na empresa de dois primos na Espanha.

Essas revelações foram feitas no fim de julho, às vésperas da polêmica eleição da Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro, mas voltaram a ganhar força agora por ser a primeira vez que um vídeo com a delação de Azevedo é divulgado. Sites noticiosos venezuelanos vinham revelando desde o começo do ano que a Odebrecht exigia, em troca dos desembolsos, que os políticos não atrapalhassem suas obras em curso e facilitassem a concessão de novos contratos, que sempre foram outorgados pelo Governo central.


Veja também:







Alfredo Meza
El País
Editado por Política na Rede
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...