domingo, 15 de outubro de 2017

Homem de confiança de Jacó Bittar é brutalmente assassinado em sítio que foi alvo da Lava Jato


Imagem: Reprodução
O GOE (Grupo de Operações Especiais) de Avaré-SP terá uma grande batalha nos próximos dias. A missão será desvendar a morte de um funcionário de confiança da família Bittar, proprietários de um sítio na área rural de Manduri-SP, próximo ao Horto Florestal.



O sitio "Bela Vista", onde foi registrada a ocorrência suspeita, foi alvo de uma operação de busca e apreensão, pela Polícia Federal durante uma das fases da Operação Lava Jato. A propriedade é do ex-prefeito de Campinas-SP, Jacó Bittar, e de seu filho, Fernando Bittar.

De acordo com a Polícia Militar, um rapaz que arrenda parte das terras da fazenda, encontrou a vítima caída, durante a manhã da quinta-feira (12), em frente à casa principal ao lado de duas armas de fogo.

Uma equipe policial de Manduri foi acionada e os PMs constataram que as três casas da fazenda estavam abertas e com sinais de arrombamento. Além disso, verificaram que os cômodos estavam revirados, mas aparentemente nada teria sido levado.

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Além da Polícia Militar, equipes do GOE (Grupo de Operações Especiais) e da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Avaré, foram acionados para vistoriar o local e recolher provas do crime. O caseiro foi identificado como sendo Valmir Bartole, 56 anos. Ele foi morto de forma brutal; o corpo continha sinais de espancamento, marcas de tiro e ainda estava coberto por óleo diesel.

O crime intrigante ainda não tem um motivo aparente, mas as investigações devem ir afundo no caso, já que ele era um dos homens de confiança do ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar (PSB), que é amigo do ex-presidente Lula (PT) e também dono do sítio de Atibaia que é atribuído a Lula. 

Operação Lava Jato:

A Polícia Federal cumpriu no dia 04 de março de 2016, um mandado de busca e apreensão na fazenda 'Bela Vista', que está registrada no nome de Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, sindicalista e amigo do ex-presidente Lula. 

O mandado fez parte da 24ª fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ação foi batizada de “Aletheia”  que é uma referência a uma expressão grega que significa “busca da verdade”.

A família Bittar é alvo das investigações da Polícia. A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou em maio de 2017, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia (SP). Além do petista, Fernando Bittar também foi denunciado.

Em ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Inácio Lula da Silva disse que o imóvel de Atibaia, foi comprado pelo amigo e ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar, em 2010, para que as duas famílias pudessem “conviver” e para que ele (Lula) pudesse “acomodar objetos” recebidos do “povo brasileiro” durante seus dois mandatos.

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Repórter na Rua
Editado por Política na Rede, com informações do G1
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