domingo, 22 de outubro de 2017

Relatório final da Operação Acrônimo indicia oito pessoas e tem caixa dois de Pimentel


Imagem: José Paulo Lacerda / CNI
A PF botou um ponto final no inquérito policial da Operação Acrônimo. O relatório, de 59 páginas, assinado pela delegada Denisse Ribeiro, indicia oito pessoas.



Entre elas, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, a mulher do governador Fernando Pimentel, Carolina Oliveira, o consultor de crises Mario Rosa e o ex-diretor do Casino (dona do Pão de Açúcar) Ulisses Kameyama.

De acordo com o relatório, Luciano Coutinho auxiliou Pimentel em um pleito que o então ministro da Indústria e Comércio teria feito para prejudicar Abilio Diniz. Na ocasião, Abilio vivia em plena guerra societária com o Casino.

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Já Pimentel se safou. Não foi indiciado — ao menos por enquanto. Apesar disso, um trecho do relatório é bastante peremptório:

"Tal organização criminosa é coordenada e integrada por Fernando Pimentel que, em razão de seu cargo facilitou a atuação de outros integrantes do grupo criminoso, ora usando sua influência política junto ao Ministério da Indústria e Comércio para favorecer e atender aos interesses do grupo, ora atuando por intermédio de outros agentes públicos".

A delegada afirma que "o grupo criminoso" atuou "na doação para o caixa 2 da campanha eleitoral" de Pimentel ao governo de Minas Gerais. Mais: diz que Pimentel recebeu "vantagens indevidas".

O relatório já foi enviado ao ministro Herman Benjamin, do STJ. Em breve, será encaminhado à PGR. Se a Procuradoria resolver, por exemplo, que Fernando Pimentel deve ser indiciado — e ela tem esse poder — o caso permanece no STJ. Se continuar como está, irá para as mãos do juiz Walisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília.

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Lauro Jardim
O Globo
Editado por Política na Rede
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