segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Aécio diz que candidatura de Luciano Huck significaria 'falência da política'


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Depois de posar em fotos ao lado do apresentador de TV Luciano Huck durante a campanha presidencial de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse neste fim de semana que uma eventual candidatura de Huck à presidência da República representaria a "falência da política".





A declaração foi dada no sábado (11), quando o tucano participou da convenção estadual tucana em Minas Gerais.

"Acho que é um pouco da falência da política, é um pouco do momento de desgaste generalizado pelo qual passa a política. O Luciano é um sujeito muito capaz, inteligente, mas agora é preciso conhecer o que ele pensa sobre as mais variadas questões que demandam a posição de um homem público. O tempo é que vai dizer se ele está ou não preparado para esta missão", disse o senador ao ser questionado sobre como via a candidatura do apresentador de TV.

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Aécio já vinha fazendo queixas nos bastidores sobre uma eventual participação de Huck na disputa pelo Palácio do Planalto.

Embora os dois tenham um histórico de amizade, incomodou o tucano o fato de o apresentador ter apagado de suas contas das redes sociais fotos em que os dois apareciam juntos. Ele disse a aliados que ficou chateado com a postura de Huck.

Em conversas reservadas, ele fez avaliações de que apesar da popularidade, o apresentador teria dificuldades por não conhecer bem o funcionamento da política.

As fotos foram apagadas depois de Aécio se tornar alvo da delação do grupo JBS. Em maio, veio à público uma gravação em que o senador pedia R$ 2 milhões ao empresário e delator Joesley Batista.

O líder tucano foi denunciado pelo Ministério Público sob a acusação da prática dos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça. O congressista nega ter cometido os delitos apontados pela Procuradoria.

PROTAGONISMO

Aécio estava adotando uma postura reservada desde que sofreu o segundo afastamento do mandado de senador pela Justiça, no fim de setembro.

Na quinta-feira (9), contudo, ele voltou a ter destaque na cena política ao destituir o senador Tasso Jereissati (CE) da presidência interina do PSDB. Ele reassumiu o comando do partido apenas para indicar o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman para o lugar do cearense.

No sábado, ele rebateu as críticas de Tasso, de que ele apoia o "fisiologismo do governo", e disse que o mesmo termo não foi apontado quando cogitou indicar o nome do senador cearense para uma das pastas do governo de Michel Temer.

Ele disse ainda que o PSDB precisa sair do governo "pela porta da frente".

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Talita Fernandes
Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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