sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Cariocas vão à cadeia de Benfica para comemorar um ano da prisão de Cabral


Imagem: Fabiano Rocha / Ag. O Globo
No dia em que o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) completa um ano preso, um grupo de bombeiros foi à porta da penitenciária em que está o peemedebista para comemorar. Na frente da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio, os manifestantes bateram tambores, levaram cartazes de protesto e até estouraram espumante na manhã desta sexta-feira.


Os cartazes levados a Benfica tinham as mensagem "Parabéns, Sérgio Cabral: Um ano de cadeia" e "Os bombeiros e policiais agradecem aos juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas pela prisão da gang dos guardanapos". Este último recado é referência à farra do ex-governador em Paris, ao lado de aliados e empresários. O bombeiro Lacerda levou espumante e se serviu numa taça.

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PRISÃO DE ALIADOS

Ontem, o ex-governador ganhou a companhia de três importantes aliados naquela prisão: Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi — os três do mesmo partido de Cabral, o PMDB. Picciani era o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) em exercício; Melo, deputado estadual e ex-presidente da Casa; Albertassi, líder do governo na Alerj.

O trio de peemedebistas se entregou à Polícia Federal (PF) após o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), por unanimidade dos cinco desembargadores que votaram, aceitar as prisões pedidas pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Cadeia Velha. O entendimento dos magistrados é também de que os deputados sejam afastados do mandato.

Relator no TRF-2, o desembargador Abel Gomes concordou com a tese do MPF de que havia motivos para prisão em flagrante dos acusados, uma vez que eles estariam ainda a praticar crimes de lavagem de dinheiro. Pela lei, parlamentares só podem ser presos em flagrante. Foi a primeira vez que a Lava-Jato no Rio levou à cadeia autoridades com mandato.

A lei diz também que prisões de parlamentares no exercício do mandato precisa ser submetida ao aval da respectiva Assembleia Legislativa — neste caso, a Alerj —, que pode decidir pela manutenção ou derrubada da prisão. A votação está marcada para a tarde desta sexta-feira. Dada a influência dos três deputados, o mais provável é que a Casa os livre da cadeia.

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O Globo

Editado por Política na Rede
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