sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Carro do IBAMA é usado em invasão de fazendas na região do Pantanal


Imagem: Reprodução
Oitenta “índios” invadiram a Fazenda Baia da Bugra, em Pantanal da Nabileque, no Mato Grosso do Sul. Agora são cinco as fazendas invadidas na região, todas de gado de corte. Um carro do Ibama foi usado na invasão.


Após a divulgação de que o carro do Ibama foi utilizado para a invasão, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) afirmou que não renovará contrato com os brigadistas da aldeia Alves de Barros, da etnia Kadiwéu, localizada no município de Porto Murtinho. Na tarde desta quarta-feira (22), uma caminhonete do instituto, vinculada ao programa Prevfogo, foi vista transportando indígenas em suposta invasão de fazendas na região pantaneira do Nabileque. 


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"Temos informações de proprietários rurais da região que há fazendas invadidas, e que um brigadista teria utilizado um de nossos veículos para transportar outros índios para esta ocupação", informou o superintendente do Ibama em Mato Grosso do Sul, Dorival Betini. 

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Entre as fazendas ocupadas estariam a Terra Preta, Baía da Bugra, Baía dos Carneiros, Sanfona, Capim Gordura, Santa Márcia e Vila Real. Estas propriedades, onde a caminhonete do Ibama foi flagrada com indígenas, já foram ocupadas anteriormente, em 2012 pelos Kadiwéu. 

Trata-se de uma zona de litígio, próxima a outra reserva da etnia. A área que engloba as fazendas citadas, foi demarcada em 1981 pelo governo federal, e desde então, é alvo de disputa judicial. 

As caminhonetes do Prevfogo são rastreadas por satélite, o que deve contribuir na investigação que o Ibama abrirá para esclarecer a denúncia. Os veículos das brigadas podem ser utilizados em rondas, prevenção e combate a incêndios, visitas nas comunidades e aldeias, até de transporte de pessoal e equipamentos para os combatentes. 

Combate ao fogo

O superintendente do Ibama em Mato Grosso do Sul garantiu que o combate aos incêndios no Pantanal não será prejudicado com a suspensão do contrato com os índios brigadistas da Aldeia Alves de Barros. "Vamos tomar providências para que outras equipes atuem nesta área, e ela não fique descoberta", informou. 

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Eduardo Miranda
Correio do Estado
Editado por Política na Rede
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