quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Para Padilha, 'o PSDB não está mais na base do governo'


Imagem: Guilherme Mazui / G1
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou a jornalistas nesta quarta-feira (29) que considera o PSDB fora da base do governo. Ele destacou que a permanência de ministros tucanos no primeiro escalão do governo cabe ao presidente Michel Temer.


Padilha falou sobre a situação do PSDB e dos demais partidos da base do governo durante apresentação de um balanço de ações propostas para desburocratizar a administração pública.

Questionado se a intenção era manter uma aliança com o PSDB para a eleição de 2018, Padilha afirmou que o objetivo é costurar uma coalizão com os partidos que sustentam o governo de Michel Temer no Congresso.

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“Nós vamos fazer de tudo para manter a base de sustentação do governo e o projeto único de poder para 2018”, disse Padilha.

Conforme o ministro, o PSDB estaria fora deste grupo de apoio.

“O PSDB não está mais na base do governo”, afirmou. "O PSDB já disse que vai sair dia 9", completou.

Questionado sobre os três ministros tucanos no governo - Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Luslinda Valois (Direitos Humanos) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Padilha destacou que eventuais saídas passam pela decisão de Temer. O chefe da Casa Civil ponderou que é possível ter ministros do PSDB no governo, mesmo com o partido fora da base.

Reforma da Previdência

Padilha também abordou na conversa com jornalistas a articulação do governo para aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. O ministro frisou que conta com o PSDB na votação.

“Com relação ao PSDB, lá desde o início em que esteve participando integralmente do governo, tinha o compromisso com a reforma da Previdência e não me consta que eles tenham deixado de ter esse compromisso”, declarou.

Padilha afirmou que a área política do governo deve iniciar na próxima semana a contagem dos votos entre os deputados das bancadas aliadas na Câmara.

O ministro ressaltou que o governo trabalha para que os deputados votem a proposta de emenda à Constituição em dois turnos ainda em 2017, mas a pauta cabe ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Nossa expectativa é ver se conseguimos ter já na semana que vem a primeira votação”, afirmou.

Padilha ainda abordou o resultado do Programa de Desligamento Voluntário (PDV) do governo federal. Segundo o Ministério do Planejamento, 76 servidores demonstraram interesse em participar.

“É um direito que o trabalhador tem querer sair ou não, diante do incentivo. Se ele achou que o incentivo não era suficiente para ele sair, a lei diz que a gente tem que respeitar”, disse o ministro.

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Guilherme Mazui
G1
Editado por Política na Rede
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