domingo, 28 de janeiro de 2018

'A Lava Jato permitirá eleições mais justas ao tirar do jogo os corruptos e capachos de empreiteiras', afirma Levy Fidelix


Imagem: Produção Ilustrativa / Política na Rede
O presidente do PRTB e pré-candidato à Presidência Levy Fidelix, em entrevista à rádio Correio FM, lembrou a necessidade de se retomar a discussão de propostas para o país: "O ano já começou com um debate quente sobre o Lula, mas acima de tudo temos propostas para o Brasil. Temos que botar esse país pra frente!".


Para Levy Fidelix, a Lava Jato pode permitir que as próximas eleições sejam mais justas, ao tirar da eleição candidatos dos grandes partidos que concorriam em condições desiguais: "No passado, o jogo era muito desleal. Você tinha candidatos dos grandes partidos - nanicos nas ideias, mas lamentavelmente com muito dinheiro para gastar. Em 2014, por exemplo, o PRTB investiu 500 mil reais e teve 500 mil votos. A Dilma investiu mil vezes mais do que eu. Se eu tivesse o mesmo investimento, eu seria o presidente do Brasil. O jogo é desleal, o tempo de televisão é pequeno".

Segundo o presidente do PRTB, o modelo de campanhas em eleições majoritárias impede os candidatos de partidos pequenos de levarem sua mensagem ao eleitor: "O certo seria que todos os candidatos teriam que ter isonomia e igualdade de disputa. Quem quer dirigir a nação tinha que ter o direito de falar sobre suas propostas. Falar sobre saúde, educação, segurança, sobre tudo. Como você pode me ouvir se eu tenho algo a falar mas não tenho tempo de televisão, não tenho debate? A situação agora é outra: esses candidatos estão feridos de morte, envolvidos na Lava Jato. E o Levy Fidelix tá livre e solto, em caminhada Brasil afora, começando pelo Nordeste".

"O Brasil precisa, primeiro de tudo, de uma reforma com profundidade. Temos que arrumar primeiro a questão econômica do Brasil", argumenta Fidelix. "O Brasil foi rebaixado porque tem muita incompetência na gestão econômica. O Brasil paga por ano 540, 550 bilhões de reais só em juros bancários; reclamar que a Previdência tem um déficit de 170 é um acinte acinte contra a inteligência da população brasileira. O cidadão trabalha durante 30 anos, já tem uma regra estabelecida, aí vem o governo e quer jogar mais 5 anos para cima do cara? Quer mudar a regra do jogo, tem que mudar daqui para a frente, e não para trás. Então, sou contra a reforma da Previdência nos moldes que aí está". 

As mudanças na economia devem começar por uma reforma tributária e financeira, defende o pré-candidato: "os bancos estão ganhando demais, o cidadão paga impostos demais, a máquina é muito pesada. Um presidente tem que ter a responsabilidade número um de resolver os problemas emergenciais da população e isso começa pelo bolso. Nenhum desses candidatos fala dessa questão financeira porque todos estão muito comprometidos com os bancos. O grande problema é o modelo monetarista aplicado; os bancos ditam a regra do jogo. Tudo é banco. E quem produz nesse país? E a agricultura, que tem dado um exemplo edificante? A indústria, que está voltando a crescer simplesmente por ter a inflação controlada?"

"Se não resolvermos essa questão estrutural e estruturante bancário-financeira, não vamos resolver o restante. Agora, o pacto federativo tem que ser reescrito no Brasil. Como pode? Um município que arrecada impostos, manda para a União, e a União devolve 2 a 5% e ainda humilhando o prefeito ou o governador. O correto seria dividir entre a União, o Estado e o Município. A União hoje fica com pelo menos 70% e tem uma máquina muito pesada. Então, não tem que reescrever a Constituição, não; temos é que colocar em prática o que tem de bom nela", argumenta Fidelix.

Em relação à segurança pública e ao desarmamento, Fidelix lembrou que "antes, quando o cidadão idôneo podia possuir armas, não havia tantos assassinatos. O que acontece é que o Estado desarmou a população e não deu em contrapartida a segurança ao cidadão. Imagine só, hoje temos cerca de 600 mil policiais, civis e militares, e eles não conseguem e não conseguirão jamais defender toda a população de 200 milhões. Temos que rever, sim, essa questão,  para que o cidadão de bem possa defender a si próprio, sua segurança pessoal, patrimonial e familiar. Que o cidadão possa, sim, com a responsabilidade inerente, a possibilidade de ter sua defesa pessoal". 

Levy Fidelix acredita que Lula será preso: "Honestamente, eu já esperava que isso ocorresse. Aliás, ele será condenado mais vezes. Creio que ele terá um fim como o de Sérgio Cabral no Rio, uma ação em cima da outra. Ele deve ser preso em breve e estará fora, naturalmente, da disputa. Condenado em segunda instância, não poderá disputar o próximo pleito. Não sei o que o PT pretende fazer, mas tira-se do pleito alguém que estava com um apelo como se fosse inocente e que, honestamente, tem muita satisfação a dar. Creio que o Brasil poderá ter uma nova etapa em sua vida democrática, com essas pessoas sendo eliminadas pela Lava Jato".

Nas eleições, o PRTB deve trabalhar primariamente para cumprir a cláusula de barreira, diz Fidelix: "nossa preocupação hoje é o parlamentar, para cumprir essa determinação. Temos a pretensão de eleger de 15 a 20 deputados federais. Depois pensaremos nas eleições majoritárias. Esperamos que candidatos que não estão com as condições preliminares, como honestidade, saiam logo para que as pessoas de bem possam apresentar suas ideias". 

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Folha Política
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