quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Após ser hostilizado em voo, Gilmar usa avião da FAB para retornar de Cuiabá


Imagem: Reprodução / Youtube
Após ser hostilizado em um voo comercial durante o final de semana, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), na última segunda-feira, 29, para viajar de Cuiabá (MT) a São Paulo (SP).




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Nos registros da FAB, o deslocamento consta como "à disposição do Ministério da Defesa Transporte do Presidente do TSE". Segundo as informações públicas, ele saiu da capital do Mato Grosso às 13h05 e chegou a São Paulo às 17h30. O motivo, porém, não foi informado, embora em outros casos sejam apresentadas justificativas padronizadas como "serviço", "serviço/segurança" e "residência".

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Segundo a assessoria de imprensa de Gilmar, ele precisou utilizar o avião da FAB para cumprir compromisso oficial no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em São Paulo, que ocorreria a partir das 17h de segunda-feira. A companhia aérea LATAM, no entanto, possui um voo diário que sairia às 13h37 e chegaria antes deste horário, às 16h50 - o horário de chegada previsto pela companhia também ocorreria 40 minutos antes do horário de pouso registrado pela FAB.

A assessoria de Gilmar negou que ele tenha optado por viajar num avião da FAB por questões de segurança e destacou que no dia seguinte, terça-feira, ele utilizou um voo comercial para retornar a Brasília. Procurada, a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa não se manifestou até a publicação deste texto.

No sábado, 27, passageiros de um voo de Brasília a Cuiabá gritaram ‘fora, Gilmar, fora, Gilmar’. Ele foi questionado se ‘vai soltar o Lula, também’ – o ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão em regime fechado na Lava Jato, mas pode recorrer em liberdade. O ministro não respondeu às vaias e provocações, mas sua assessoria informou que vai pedir à Polícia Federal que investigue os passageiros

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Julia Lindner e Rafael Moraes Moura

O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede 
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