sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Cabral é levado ao IML de Curitiba com algemas nas mãos e nos pés; veja vídeo


Imagem: Geraldo Bubniak / Agência O Globo
Após passar a noite na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral fez exame de corpo de delito na manhã desta sexta-feira. Ele chegou por volta das 10h45 no Instituto Médico Legal (IML) e deixou a viatura da PF com as mãos e os pés algemados.




Veja vídeo: 


Cercado por policiais, Cabral caminhou com dificuldade da viatura até a entrada do IML. Ele reclamou para um dos agentes federais que as algemas e o cinto que ele tinha na cintura o estavam machucando.

Cabral deve sair do IML com destino ao Complexo Médico Penal (CMP), onde já estão outros presos da Lava-Jato. Ele não pode ir para o presídio assim que chegou à capital paranaense porque a unidade não recebe presos durante a noite.

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O ex-governador deixou o presídio de Benfica no fim da tarde de quinta-feira.

Os juízes Sergio Moro, de Curitiba, e Caroline Vieira Figueiredo, do Rio, determinaram a transferência do ex-governador da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, para o presídio no Paraná. Os pedidos para a transferência de Cabral foram feitos pelo Ministério Público em Curitiba e no Rio. Por isso, duas decisões de juízes diferentes.

Reportagem publicada pelo GLOBO nesta quinta-feira mostra que o ex-governador tinha direito a regalias dentro do presídio. Entre as irregularidades o MP registrou entrega a Cabral de envelope com cédulas e visitas em dias em que elas não são permitidas. Uma das pessoas que visitaram Cabral em dia não permitido aos demais presos foi o deputado federal Marco Antonio Neves Cabral, filho do ex-governador.

Cabral foi preso preventivamente em 17 de novembro de 2016, quando foram cumpridos mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal de Curitiba e do Rio de Janeiro na operação “Calicute”, coordenada pelo MPF nos dois estados.

O ex-governador já foi condenado quatro vezes na primeira instância do Judiciário, com sentenças somando 87 anos e quatro meses de prisão. Três dessas sentenças vieram do juiz Marcelo Bretas e uma de Moro.

O ex-governador ainda aguarda a decisão da Justiça em 16 processos, e eventuais condenações podem aumentar o somatório das penas e obrigá-lo a cumprir os 30 anos de prisão em regime fechado.

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O Globo
Editado por Política na Rede
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