quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

'Chefe' do MTST ameaça enfrentar a Justiça e marchar para a avenida Paulista, onde há manifestação contra Lula


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O 'chefe' do MTST, Guilherme Boulos, defendeu que as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo marchem, na tarde desta quarta-feira (24), pela Avenida Paulista, apesar de vedação da Secretaria de Segurança de São Paulo.




Acompanhe o julgamento de Lula: 


"Não tem o menor sentido de impedir uma manifestação popular na avenida Paulista. Qual o motivo? Qual base legal? Não tem. Por isso, nossa disposição é marchar para a Paulista após a concentração na Praça da República", disse.

Pouco antes de deixar Porto Alegre com destino a São Paulo, Boulos afirmou que a proposta será discutida entre os movimentos e frentes que organizam o ato. "Mas a posição do MTST é sim ir para a Paulista e esperamos que o governo tenha o bom senso de não desrespeitar nosso direito de manifestação", avisou.

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Questionado sobre risco de confronto, Boulos afirmou estar "no direito de livre manifestação, respaldados pela Constituição".

A Constituição garante o direito de livre manifestação, mas proíbe que uma manifestação impeça outra anterior, conforme o artigo 5º, inciso XVI:

XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente

Foi com base nas determinações da Constituição que a Justiça proibiu atos pró-Lula na avenida Paulista, porque já havia atos anteriormente agendados para o mesmo local.


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Catia Seabra
Folha de S. Paulo

Editado por Política na Rede
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