sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Juiz proíbe CUT de fazer manifestação na Paulista; sindicalistas farão sua manifestação na Praça da República


A CUT transferiu seu ato para a Praça da República
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O juiz Antonio Augusto Galvão de França, da 3ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, negou nesta sexta-feira, 19, o pedido da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para realizar na Avenida Paulista um ato a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima quarta-feira. Com a decisão, a entidade transferiu sua manifestação para a Praça da República, no centro de São Paulo.




A CUT ajuizou um mandado de segurança na quinta-feira, 18, para garantir espaço na via no dia 24, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, vai julgar um recurso do petista no caso do triplex do Guarujá (SP). Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, da Lava Jato em Curitiba.

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Já havia, no entanto, uma manifestação contrária a Lula marcada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e Revoltados Online na avenida. A manifestação foi informada à Polícia Militar três semanas antes da CUT marcar seu "ato".  Na quarta-feira, foi realizada uma reunião com entidades e Polícia Militar, onde não houve acordo.

“No caso em pauta, a entidade impetrante (CUT) comunicou aos órgãos competentes o intuito de realizar evento às 14 horas, na Avenida Paulista, 1.578, na altura do Masp, com ‘carro de som de grande porte, falas políticas e ação cultural’. Todavia, há notícia de que uma outra entidade indicou intuito em promover manifestação de ideal antagônico no mesmo dia e local”, escreveu França.

De acordo com o juiz, porém, “não resta claro qual entidade protocolou primeiro o documento”. “Contudo, analisando a ata da reunião realizada junto à Polícia Militar, tudo indica que a preferência é da outra manifestação (anti-Lula)”, afirmou o juiz na decisão.

O presidente da CUT, Douglas Izzo, afirmou que a central vai respeitar a decisão. “Infelizmente, a Justiça não acatou nosso mandado de segurança. Nós tínhamos o entendimento de que era possível fazer os dois atos na Paulista, da CUT e do MBL, porque estavam marcados em horários diferentes”, disse o sindicalista.

Segundo Izzo, Lula vai participar do ato da CUT. “Isso (a decisão da Justiça) não vai influenciar na qualidade e na quantidade de nossa mobilização. Ao contrário, vai elevar o nível do nosso ato”, afirmou o sindicalista.

“O que a CUT tentou fazer foi nos ameaçar, nos pressionar, para que a gente desistisse do evento na Paulista. Isso nunca ia acontecer. O clamor popular está do nosso lado e a nossa manifestação vai acontecer na Paulista”, afirmou Arthur do Val, porta-voz do MBL.

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Gilberto Amendola
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede 
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