terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Piloto que atacou prédios da ditadura da Venezuela com helicóptero foi executado


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O ex-policial venezuelano Óscar Pérez, que atacou prédios do governo com um helicóptero em 2017, foi morto nesta segunda-feira (15), em Caracas, pelas forças de segurança. Segundo a emissora "CNN" em espanhol, a informação foi dada por "fontes oficiais de alto nível". Embora, em um primeiro momento, grupos da oposição tenham negado a morte, poucas horas depois ela foi confirmada.


Óscar Pérez teria morrido durante um cerco da polícia no município de Libertador, na região oeste do Distrito Metropolitano de Caracas. No entanto, a informação ainda não foi oficializada pelo governo da Venezuela.

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Pouco antes, o governo venezuelano havia anunciado o "desmantelamento" do grupo liderado pelo ex-policial. Nos confrontos, dois agentes chavistas morreram, e "integrantes da célula terrorista" foram "abatidos", segundo comunicado do Ministério do Interior.

Ex-inspetor da polícia científica, Pérez ganhou notoriedade após roubar um helicóptero e disparar contra prédios públicos em Caracas, inclusive as sedes do Tribunal Supremo e do Ministério do Interior. Ele também lançou granadas contra os edifícios.

Em vídeos divulgados nas redes sociais durante os combates desta segunda, Pérez explicou que estava negociando com as autoridades e que não queria enfrentar as forças de segurança. "São nossos amigos, somos patriotas, nacionalistas", afirmou.

Em uma segunda gravação, o ex-agente, com o rosto sujo de sangue, afirmou que a polícia queria matá-lo. "Dissemos que queremos nos entregar, mas eles não querem. Querem nos assassinar", acrescentou.

Os ataques de Pérez em 2017 tinham como objetivo evitar a convocação da Assembleia Nacional Constituinte por Nicolás Maduro, que acabou esvaziando os poderes do Parlamento, controlado pela oposição. 

"Responder com chumbo"

Na época do ataque liderado por Pérez a prédios públicos da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro determinou às Forças Armadas que respondessem com "chumbo" aos responsáveis pelo ataque ocorrido.

"Ataque terrorista de uma unidade mandada de Miami a um núcleo da Guarda Nacional, o roubo de um grupo de fuzis e o anúncio de que vão ao ataque. Onde quer que apareçam, ordenei às Forças Armadas chumbo nos grupos terroristas. Chumbo neles, compadre!, afirmou Maduro.

"O que essas pessoas acham? Que podem atacar um núcleo das Forças Armadas, roubar fuzis, ameaçar a democracia e que isso será tolerado?", questionou Maduro após o ataque liderado por Óscar Pérez.

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Editado por Política na Rede
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