quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Condenado no mensalão e na Lava Jato mas ainda livre, José Dirceu vira réu pela terceira vez


Imagem: Paulo Lisboa / Brazil Photo Press
O ex-ministro José Dirceu virou réu em mais uma ação penal oriunda da Operação Lava Jato. Ele já foi condenado duas vezes por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, mas permanece livre.



Na terça-feira (20), o juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância – aceitou a terceira denúncia contra o ex-ministro. Agora, José Dirceu é acusado de receber propina da Engevix e da UTC.

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Novo processo

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), as propinas eram em decorrência de acertos de corrupção envolvendo contratos da Petrobras, pela ascendência de José Dirceu sobre a Diretoria de Serviços da estatal.

No caso da Engevix, foram R$ 900 mil em pagamentos à Entrelinhas, empresa que prestou serviços de comunicação ao ex-ministro.

Já a UTC pagou R$ 1,5 milhão por supostos serviços de consultoria da empresa de José Dirceu, a JD Consultoria, mas sem nenhum serviço prestado.

Além de José Dirceu, viraram réus na ação o irmão dele Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-executivo da UTC Walmir Pinheiro Santana, e o ex-executivo da Engevix Gerson Almada.

Sérgio Moro rejeitou a denúncia contra o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto por entender que os fundamentos da denúncia eram os mesmos que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) considerou insuficientes em outras ações, em que Vaccari acabou absolvido. Assim, o juiz respeitou o precedente da Corte.

Tramitação suspensa

Como todos os réus já foram condenados em outras ações, Sérgio Moro suspendeu a tramitação desse processo por um ano, para resolver antes os casos em que ainda há réus sem nenhuma condenação.

Portanto, as audiências relacionadas à esta ação penal devem ser realizadas em 2019.

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Fernando Castro
G1
Editado por Política na Rede
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