sábado, 3 de fevereiro de 2018

Operador da Lava Jato foragido é preso em Portugal


Ele tinha fugido pouco antes da Justiça
portuguesa autorizar sua extradição
Imagem: André Kosters / Lusa
Raul Schmidt, apontado como um dos operadores do esquema da Operação Lava Jato, foi preso por volta das 12h30 deste sábado (3) na cidade de Sabugal, a cerca de 300 km de Lisboa.


Schmidt, que tem cidadania portuguesa, estava foragido. Na semana passada, a Justiça portuguesa autorizou a sua extradição ao Brasil.

A decisão foi tomada em última instância, sem possibilidade de recurso.

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De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), Schmidt teria intermediado pagamentos de propina para ex-gerentes e ex-diretores da Petrobras por meio de contas no exterior. Também teria atuado ilegalmente em favor de empresas estrangeiras interessadas em contratos para a construção de plataformas de petróleo.

Ele havia sido preso em Portugal em março de 2016 na primeira fase internacional da operação Lava Jato. Na ocasião, as autoridades brasileiras entraram com um pedido de extradição, mas a Justiça portuguesa permitiu a Schmidt responder ao processo em liberdade.

De 'naturalizado' a 'nato'

Segundo os termos de acordo de extradição, Schmidt só será julgado por atos praticados antes de dezembro de 2011, quando conseguiu a nacionalidade portuguesa.

No início deste ano, ele conseguiu converter seu status de "naturalizado" para "português originário", com base na alteração da Lei da Nacionalidade, em julho de 2017, que permitiu a netos de portugueses nascidos no exterior obter tal direito. 

O objetivo seria dificultar o processo de extradição.

No Brasil, Schmidt responde a duas ações penais por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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UOL
Editado por Política na Rede 
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