sábado, 3 de março de 2018

Condenado a 15 anos por participação na morte de Eliza Samudio, 'Macarrão' já está livre


Imagem: Tasso Marcelo / AE
Condenado por envolvimento na morte de Eliza Samudio, Luiz Henrique Ferreira Romão, de 32 anos, mais conhecido por Macarrão, deixou a cadeia por volta das 22h30 desta sexta-feira, 2. Ele cumpria pena no Presídio Doutor Pio Canedo, em Pará de Minas (MG), e obteve na tarde de quinta, 1º, o direito de passar para o regime aberto, porém, problemas com a liberação acabaram atrasando a sua saída. 

Macarrão, que não quer mais ser chamado pelo apelido, foi condenado a 15 anos de prisão pela morte de Eliza e pelo sequestro de seu filho. Ao sair do presídio ele foi cercado por repórteres e falou que nunca tentou se passar por "coitadinho". Mas garantiu que está arrependido do crime que cometeu. "Infelizmente não tenho como voltar atrás. Se pudesse eu voltaria". Neste sábado, 3, a mãe de Eliza, Sônia de Fátima Moura, se pronunciou sobre a soltura de Macarrão: 'Minha pena é perpétua'.

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Ele ficou preso por sete anos, sendo que nos últimos 20 meses conseguiu o benefício do regime semiaberto e deixava a prisão para estudar e trabalhar na limpeza de uma igreja. Agora, apesar de livre, terá de cumprir algumas exigências da Justiça, como ficar em casa no período noturno e nos fins de semana, não frequentar bares e comparecer todo mês ao Fórum.

A progressão da pena foi concedida pelo juiz Antônio Fortes de Pádua Neto, que levou em conta questões como bom comportamento. Ao ser libertado, ele foi para a casa de parentes e disse que seguirá fazendo o curso técnico que começou na cadeia visando ter uma profissão. 

O crime. Eliza Samudio desapareceu em 2010 e o corpo nunca foi encontrado, sendo Luiz Romão (Macarrão) condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. Ele foi acusado de ajudar o goleiro Bruno Fernandes a se livrar da vítima, com quem teve um filho e se negava a assumir a paternidade.

Bruno na época era jogador do Flamengo e o caso ganhou grande repercussão. O atleta foi condenado inicialmente a mais de 22 anos de prisão, tendo depois a pena caído para 20 anos e nove meses. Hoje ele está em Varginha (MG), onde durante o dia deixa a cadeia para dar aula de futebol para crianças de uma entidade local. A defesa vem tentando a progressão da pena, mas o direito ao semiaberto deve ser concedido somente em 2019.

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Rene Moreira
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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