quinta-feira, 29 de março de 2018

Para 49%, combate à corrupção deve ser prioridade do próximo governo


Imagem: Jorge William / Ag. O Globo
Pesquisa do movimento Agora!, em parceria com o instituto Ideia Big Data, mostra que, para 49% da população, acabar com a corrupção deve ser a prioridade do próximo governo. Em segundo lugar, no levantamento estimulado, aparece melhorar a educação, com 45%, seguido da saúde, com 42%. Melhorar a segurança pública está em quarto lugar, com 29,5%.

Cada entrevistado apontou quais devem ser as duas prioridades mais urgentes do (a) próximo (a) presidente do Brasil. Foram ouvidas 3 mil pessoas, via telefone, entre os dias 8 e 15 deste mês, em 22 estados e no Distrito Federal.

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Para Humberto Laudares, um dos fundadores do Agora!,—movimento que quer renovar a política — embora a preocupação da população com a corrupção fosse esperada, por causa dos escândalos recentes, o resultado da pesquisa não deixa de ser surpreendente.

— Vamos discutir mecanismos institucionais e políticas públicas que possam minimizar a corrupção, como fortalecimento de controles e, obviamente, transparência bem mais radicalizada, seja nos governos, seja no ambiente político. Esse é um debate importante para o ano eleitoral — disse Laudares.

A geração de emprego e renda foi apontada por 49% como prioridade para a melhoria da segurança em suas cidades, também em pergunta com resposta estimulada. Em seguida aparece a garantia da aplicação e do cumprimento da pena, com 35%, e medidas de integração social, com 33%. Aumento do efetivo das polícias está em quarto lugar, com 23,7%, seguido de aumento de penas, com 20%.

Questionado sobre o fato de segurança pública ter aparecido apenas em quarto lugar entre as prioridades elencadas pelos entrevistados, o presidente da Ideia Big Data, Maurício Moura, ressaltou que o levantamento foi feito em todo o país, inclusive em cidades do interior.

— Se for quebrar para as cidades mais violentas, pula para primeiro lugar. A gente percebe em outras pesquisas que a segurança ganhou um peso maior do que nas eleições anteriores — disse Moura.

Entre as principais causas da violência apontadas pelos entrevistados em suas cidades, impunidade está em primeiro lugar, com 30,8%. Em segundo lugar está falta de emprego, com 29,8%, seguida de "excesso de bandidos", com 20%. Número insuficiente de policiais ficou em quarto lugar, com 10,5%.

Em outra parte do levantamento, 77% concordaram com a frase "não existe salvador da pátria na política", e 64% com "o próximo presidente deve estar fora da polarização política".

Acesso ao poder público

O Agora! também perguntou sobre a utilização de aplicativos do governo no celular, e apenas 12,5% responderam que têm baixado ou já baixaram alguma vez esses programas, seja no âmbito federal, estadual ou municipal.

Um dos grupos de trabalho do Agora! é sobre governo e tecnologias e tem como objetivo aprimorar a gestão pública.

— Esse tema é muito caro à gente, não por achar que seja uma panaceia, mas por questão de facilidade, simplicidade na prestação de serviços — disse Humberto Laudares.

No levantamento, 16,8% disseram que baixaram no celular o aplicativo da Caixa Econômica Federal, 11% o do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e 8,8% o do Imposto de Renda/Receita Federal. Ainda nesse assunto, 58% concordaram com a frase "gostaria que mais tecnologia fosse empregada por parte do governo para melhorar minha vida".

Essa pesquisa servirá de subsídio para o Agora! propor uma agenda para o país. Integrantes do movimento têm se filiado a partidos políticos e pretendem disputar as eleições de outubro defendendo a plataforma do Agora!.

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Fernanda Krakovics
O Globo
Editado por Política na Rede
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