quarta-feira, 28 de março de 2018

TSE se baseia em notícia falsa para instaurar inquérito sobre 'fake news'


Imagem: Divulgação
O site do Tribunal Superior Eleitoral informa que "O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, decidiu, na noite desta terça-feira (27), abrir procedimento junto ao Ministério Público Eleitoral para que seja verificada a possível ocorrência de irregularidades apontadas nos estudos realizados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Universidade de São Paulo (USP) sobre proliferação de notícias falsas na internet, as chamadas fake news (expressão em inglês). Essa é a primeira ação do Tribunal no âmbito das atividades do Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, criado em dezembro de 2017. As duas instituições identificaram, em trabalhos autônomos, entidades supostamente produtoras de notícias falsas, inclusive com a utilização de robôs". 



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O site do TSE identifica o primeiro estudo, da FGV, fornecendo inclusive um link para o relatório. Quando se refere ao suposto estudo da USP, no entanto, diz apenas: "Em outra frente, um levantamento feito pela Associação dos Especialistas em Políticas Públicas de São Paulo (AEPPSP), com base em critérios de um grupo de estudo da USP, identificou os maiores sites de notícias do Brasil que disseminam informações falsas, não-checadas ou boatos pela internet, as chamadas notícias de “pós-verdades”". 

A matéria do site Boatos.org mostra que o estudo não existe e foi negado pela Associação dos Especialistas em Políticas Públicas de São Paulo (AEPPSP). O estudo foi atribuído à Associação após uma primeira notícia falsa ser desmentida. A primeira notícia, de um site chamado Isso É Notícia, atribuía ao grupo Monitor do Debate Político uma suposta "lista de sites que divulgam fake news". O grupo também desmentiu a notícia

Relembre: 



O suposto "estudo da USP" tão amplamente difundido lista alguns "critérios" para identificação de "fake news", e acrescenta uma lista de sites populares, sem mostrar uma única notícia falsa publicada por esses sites. 

Na época da primeira divulgação, a "notícia" foi promovida por figuras como os senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias e, posteriormente, pela deputada Jandira Feghali, que apagou sua publicação após ser desmentida. 

O "estudo", segundo o Boatos.org, foi ressuscitado por sites de esquerda para denegrir a imagem do Movimento Brasil Livre. O site ressalta que o grupo Monitor do Debate Político , a quem foi atribuída a primeira lista, voltou a desmentir a existência do estudo: 


A AE, a quem o levantamento foi atribuído, também negou a existência de levantamento, em resposta a um questionamento no Facebook: 






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