quinta-feira, 12 de abril de 2018

Depois de Alckmin, Mantega quer que seu inquérito vá para a Justiça Eleitoral


Imagem: Givaldo Barbosa / Ag. O Globo
A defesa do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, que o inquérito no qual ele é investigado, por ter supostamente negociado caixa 2 nas eleições de 2014 para beneficiar a campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT), seja encaminhado para a Justiça Eleitoral. O processo foi remetido ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) pelo ministro Luiz Edson Fachin, em março, e investiga, a partir da delação premiada de executivos da Odebrecht, supostos pagamentos feitos para garantir o apoio de quatro partidos à chapa Dilma-Temer.

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O pedido foi protocolado logo após a ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandar, nesta quarta-feira, para a Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito que investiga o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), à pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em seu pedido, remetido ondem ao gabinete da ministra, a PGR entendeu que não caberia aos integrantes da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo investigar o caso.

De acordo com a defesa, Mantega responde por ter supostamente "negociado" pagamentos da Odebrecht a partidos políticos para conseguir apoio à campanha de Dilma. Segundo os advogados, o inquérito deve ser encaminhado para a Justiça Eleitoral, já que o ex-ministro pode responder por crime eleitoral de falsidade ideológica, além de peculato e lavagem de dinheiro, caso condenado.

"Com efeito, não apenas os supostos fatos sob apuração se desenrolaram no contexto da campanha política eleitoral, como, desde os primórdios da presente investigação, apura-se a eventual ocorrência de crime eleitoral, tendo em vista que os valores objeto do presente inquérito teriam a natureza de contribuição de campanha não contabilizada", argumentou a defesa.

O inquérito estava no STF até março deste ano, quando o então ministro da Indústria do governo Temer Marcos Pereira — investigado no mesmo inquérito por ter recebido R$7 milhões para garantir o apoio do PRB a Dilma — pedir demissão e perder o foro privilegiado. Eram investigados no mesmo processo Antônio Palloci, Carlos Lupi, Edinho Silva, o marqueteiro João Santana e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

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Rayanderson Guerra
O Globo
Editado por Política na Rede
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