domingo, 8 de abril de 2018

MST vai mandar 40 ônibus com militantes para Curitiba; 'acampamento' já restringe direitos dos moradores e de jornalistas


Imagem: Katna Baran / Folhapress
Durante toda a manhã, o movimento no entorno da sede da Superintendência da Polícia Federal foi tranquilo. Até as 12h, cerca de dez ônibus com manifestantes pró-Lula se juntaram aos que já acamparam no local durante a noite. A expectativa é de que ao menos 40 ônibus com manifestantes vão a Curitiba integrar o movimento.

No acampamento, apelidado de "Lula Livre", as tarefas de cozinha, limpeza e segurança, por exemplo, são divididas entre os manifestantes, definidos por assembleia. Por volta das 10h, em reunião, os coordenadores do movimento declararam que devem manter o acampamento de forma permanente até que o ex-presidente seja solto.

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MORADORES APREENSIVOS

Do outro lado, os vizinhos do acampamento estão apreensivos. Cerca de quatro quadras no entorno da PF já estão tomadas por manifestantes, carregando materiais dos diversos tipos, como suprimentos e colchões.

"Temos receio porque não é uma situação normal, não sabemos o que o pessoal é capaz de fazer, bagunça, invasão", disse o motorista Sérgio Moises Alves de Souza.

"Eles bloquearam acesso à rua, sendo que deveria caber à PF fazer isso. Já falamos com a polícia e só falaram que iam tentar conseguir mais uma viatura", conta o aposentado Ataide da Silveira Júnior.

Os coordenadores do movimento prometem convivência pacífica com os vizinhos, respeitando os horários de silêncio e o acesso aos moradores. 

"Só vamos usar o som e fazer falas em caso de necessidade, para organizar", declarou Regina Cruz, da CUT.

Porém, depois de divididas as tarefas do grupo, seguranças dos manifestantes passaram a abordar inclusive jornalistas que trabalham no local, pedindo identificação para que eles possam circular no acampamento.

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Katna Baran
Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede 
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